A Universidade Federal do Tocantins (UFT) realizou, na última sexta-feira (27), a aula inaugural do Bacharelado Interdisciplinar em Inteligência Artificial, no Auditório da Reitoria, no Câmpus de Palmas. O evento marcou oficialmente o início do curso e reuniu estudantes, docentes, gestores e convidados, com destaque para a participação do professor e pesquisador Anderson Soares, da Universidade Federal de Goiás (UFG), que conduziu a aula magna.
Reconhecimento e compromisso com o desenvolvimento
Durante a abertura, a diretora do Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do MEC, Mariana Andriotti Fuzer, ressaltou o caráter pioneiro da iniciativa. Segundo ela, o curso é o primeiro da área na região Norte e representa um passo importante na formação de profissionais preparados não apenas tecnicamente, mas também com responsabilidade social. “O Governo Federal reconhece a importância desse curso aqui na UFT. É uma formação que olha para a tecnologia, mas também para o uso ético e para o desenvolvimento regional”, destacou.
UFT e o posicionamento de vanguarda
A reitora da UFT, Maria Santana, enfatizou que a criação do curso acompanha as transformações do cenário educacional e tecnológico. Para ela, a universidade tem o compromisso de se manter atualizada e conectada às demandas da sociedade. “A UFT está sempre atenta ao que é importante para a universidade e para a comunidade. Esse curso representa um momento de união e também de posicionamento institucional, colocando a UFT como uma universidade de vanguarda”, afirmou.
Inovação com olhar para o território
A pró-reitora de Graduação, Valdirene de Jesus, reforçou o caráter inovador da proposta, que se diferencia por ser interdisciplinar — um formato ainda pouco comum no país. Segundo ela, o curso nasce com o desafio de pensar soluções a partir da realidade do Tocantins e da região Norte. “A gente não quer apenas reproduzir modelos de outros lugares. Queremos construir soluções que façam sentido para o nosso território, considerando áreas como saúde, educação, sustentabilidade e bioeconomia”, explicou.
Ela também destacou que a iniciativa surge em um contexto de incentivo do Governo Federal para que universidades invistam em inovação e tecnologia, reforçando o papel estratégico da UFT nesse movimento.
Formação voltada para problemas reais
Coordenador do curso, o professor David Nader, destacou que a formação foi pensada para preparar profissionais capazes de compreender problemas reais e propor soluções práticas. “A ideia é formar profissionais altamente qualificados, que saibam dialogar com diferentes áreas e desenvolver soluções personalizadas para o Tocantins. Não adianta importar modelos prontos que não dialogam com a nossa realidade”, afirmou.
Ele acrescentou que os estudantes terão contato com áreas como internet das coisas, sistemas embarcados e aplicações em setores como saúde, educação, turismo e agronegócio, com foco em parcerias com empresas e instituições.
Expectativas dos estudantes
Entre os estudantes, a expectativa também é alta. Caloura do curso, Maiara Ktidi Xerente vê na graduação uma oportunidade de transformação pessoal e coletiva. “Eu acredito que vamos fazer a diferença para o nosso estado. Quero aprender para ajudar a minha comunidade e o povo xerente, entendendo as dificuldades e buscando soluções para o nosso dia a dia”, contou.
Para ela, a inteligência artificial não substitui o trabalho humano, mas pode ser uma aliada na resolução de problemas complexos.
Com a primeira turma já em andamento desde o dia 16 de março, o curso de Inteligência Artificial da UFT inicia sua trajetória apostando na inovação conectada ao território. A proposta é formar profissionais capazes de atuar em nível nacional e internacional, sem perder de vista as necessidades locais. Um desafio que, segundo os participantes da aula inaugural, já começa a ser construído desde os primeiros passos da graduação.






