O volume de serviços referente a transporte aéreo de passageiros recuou 7,5% em fevereiro deste ano, na comparação com o mês anterior, conforme dados divulgados nesta terça-feira (14/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A queda de 7,5% no volume de serviços referente a transporte aéreo de passageiros foi a maior entre os itens pesquisados pelo IBGE. O grupo de transportes, como um todo teve alta de 0,6% e ajudou o setor de serviços voltar ao recorde histórico, promovendo uma alta de 1% em relação a janeiro.
Em janeiro deste ano, o transporte aéreo de passageiros teve um crescimento de 4,6% em relação a dezembro de 2025. O resultado de janeiro deste ano ocorreu após uma queda de 5,5% no item em dezembro quando comparado a novembro.
Em 2025, o transporte aéreo de passageiros cresceu 15,6%.
A situação do setor é alvo de preocupação dos agentes deste mercado. O principal motivo é a influência dos aumentos no querosene de aviação (QaV) nos custos.
Por causa da guerra no Oriente Médio, a Petrobras reajustou os preços em cerca de 56%, a depender do local e modalidade de entrega.
“A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alerta para os impactos do reajuste de 54,6% no preço do Querosene de Aviação (QAV). Somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas”, afirmou a Abear no dia 1º deste mês.
Preços decolaram antes da guerra
A guerra no Oriente Médio foi iniciada em 28 de fevereiro, portanto, o resultado apresentado pelo IBGE não tem relação com o conflito bélico.
Impacto da inflação das passagens aéreas
- Passagens mais caras reduzem a renda disponível, especialmente para quem precisa viajar com frequência ou planejava lazer;
- O encarecimento pode levar consumidores a adiar ou cancelar voos, afetando o setor de turismo;
- Viagens corporativas ficam mais caras, elevando despesas operacionais e podendo impactar preços de serviços;
- Tarifas aéreas mais altas pressionam índices de preços e inflação, e podem contaminar outros setores ligados ao turismo;
- Desigualdade no acesso ao transporte aéreo, já que voar se torna menos acessível, restringindo os voos a faixas de renda mais altas.
No entanto, os preços das passagens aéreas têm um histórico consistente de inflação. As passagens aéreas subiram 17% nos últimos dois meses, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que representa a inflação oficial, divulgados na última sexta-feira (10/4) pelo IBGE.







