O Ministério da Saúde lançou nessa quinta-feira (18/6) o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), iniciativa voltada a levar atendimento de saúde a idosos com limitações funcionais diretamente em suas residências. A proposta prevê investimento de cerca de R$ 500 milhões em recursos federais até 2027.
Segundo a pasta, o programa é a primeira estratégia nacional de cofinanciamento federal criada especificamente para fortalecer o atendimento domiciliar de pessoas idosas acompanhadas pela Atenção Primária à Saúde.
A previsão é de que sejam destinados R$ 163,2 milhões em 2026 e outros R$ 329,3 milhões em 2027 para a criação de novas equipes e o reforço das estruturas já existentes.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a medida busca levar esse tipo de assistência a um número maior de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Mais da metade dessa população passará a contar também com acompanhamento em casa, ampliando o acesso ao cuidado e oferecendo mais qualidade de vida aos pacientes e às suas famílias”, afirmou em comunicado.
Como vai funcionar o programa
O Padi Brasil permitirá que municípios solicitem a criação de novas equipes multiprofissionais ou reforcem estruturas já existentes. Os grupos poderão contar com profissionais de diferentes áreas, como psicólogos, nutricionistas, cardiologistas, geriatras e outros especialistas, que atuarão em conjunto com as equipes de Saúde da Família.
Segundo o Ministério da Saúde, 2.733 municípios já solicitaram adesão ao programa. Ao todo, foram registradas 3.677 propostas para criação de equipes e reforço das estruturas que já estão em funcionamento.
Cada equipe poderá receber um reforço mensal de até R$ 10 mil, além de uma parcela única destinada à estruturação das atividades nos territórios atendidos.
Envelhecimento da população aumenta demanda por cuidados
O lançamento do programa ocorre em um momento de crescimento da população idosa no país. Dados do governo mostram que a expectativa de vida chegou a 76,6 anos em 2024. Atualmente, cerca de 80% das pessoas idosas dependem exclusivamente do SUS para acessar serviços de saúde.
Segundo o ministério, o atendimento domiciliar busca facilitar o acompanhamento de idosos com dificuldades de locomoção e contribuir para a identificação precoce de problemas de saúde, fragilidades e doenças crônicas.
A pasta também informou que as equipes utilizarão ferramentas como a Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa, disponível em versões impressa e digital, para auxiliar no acompanhamento das condições de saúde dessa população.






