Uma pesquisa publicada na revista científica Nutrients sugere que o licopeno, o pigmento que torna o tomate e a melancia vermelhos, pode ser um potente protetor do cérebro. O estudo foi feito com ratos.
No levantamento, publicado em 9 de junho, os pesquisadores deram a substância diariamente para animais com doença de Parkinson induzida. Os ratinhos passaram a se movimentar melhor, com passos mais firmes e equilibrados, e apresentavam menos sinais de ansiedade e mau humor típicos da doença. Os neurônios que secretam dopamina, também ligados à condição, se mostraram preservados.
Testes bioquímicos feitos no cérebro dos ratinhos confirmou que o licopeno diminuiu a velocidade de desenvolvimento da doença.
Foi identificado que os animais que comeram a substância tinham maiores níveis de transportadores de dopamina (DAT) — no Parkinson, a quantidade é menor. Os cientistas sugerem que o licopeno pode ajudar a tornar o trabalho dos DAT mais eficiente.Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência
Apesar de os resultados parecerem promissores, os pesquisadores pedem paciência. Ainda não está claro como o licopeno chega ao cérebro humano depois que comemos um tomate, por exemplo, e nem se terá os mesmos efeitos no nosso cérebro.
A pesquisa abre novos caminhos para o estudo dos DAT. Uma opção é entender se inibir a proteína pode atrapalhar o efeito do lipoceno, o que provaria a relação entre os dois. A teoria também deve ser testada em humanos antes de ser considerada revolucionária.






