Entidade destaca preocupação com o diesel e defende que análises sobre preços considerem toda a cadeia de abastecimento
O Sindiposto Tocantins acompanha com atenção os reflexos do atual cenário internacional sobre o mercado de petróleo e derivados, especialmente o óleo diesel.
No dia 17 de setembro, a Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe, na Bahia, promoveu alterações expressivas em seus preços. No diesel S-10, o aumento foi de R$ 0,8289 por litro no produto puro, com impacto indicado de R$ 0,7046 após a mistura. No diesel S-500, a elevação foi de R$ 1,0289 no produto puro e de R$ 0,8746 após a mistura. Na gasolina A, o aumento foi de R$ 0,1507 por litro, com impacto indicado de R$ 0,1025 no produto misturado.
A Refinaria de Mataripe possui importância estratégica para o abastecimento de combustíveis no Norte e, principalmente, no Nordeste. Por isso, uma movimentação dessa magnitude não deve ser analisada como um fato restrito à Bahia, mas como um sinal relevante para o mercado regional.
No Tocantins, essa discussão ganha importância devido às grandes distâncias, à forte dependência do transporte rodoviário e ao peso dos custos logísticos na formação dos preços.
O Sindiposto-TO ressalta que o valor encontrado pelo consumidor na bomba é resultado de uma cadeia que envolve produção ou importação, refino, distribuição, tributação, mistura de biocombustíveis e logística até chegar à revenda.
O posto está na ponta dessa cadeia. Ele compra o combustível da distribuidora pelo preço disponível naquele momento e precisa administrar seus estoques, capital de giro, folha de pagamento, despesas operacionais, custos financeiros e demais obrigações.
A maior preocupação da entidade neste momento é com o diesel, combustível essencial para o transporte rodoviário, a produção agrícola, a circulação de alimentos e outras atividades econômicas. Em um estado produtor agrícola e dependente do modal rodoviário, eventuais pressões sobre seu preço ou disponibilidade podem provocar impactos ainda maiores.
O Sindiposto-TO esclarece que não antecipa preços, não recomenda reajustes e não interfere nas decisões comerciais dos revendedores. Cada posto é uma empresa independente e define seus preços conforme sua realidade econômica, seus custos, estoques e condições comerciais.
A entidade defende que fiscalizações e discussões públicas sobre preços sejam conduzidas com critérios técnicos e considerem toda a cadeia de abastecimento, desde o custo do combustível na origem até os valores de distribuição, tributação e logística.
“Não é razoável analisar apenas o último elo e ignorar tudo o que aconteceu antes dele. Do poço ao posto, o preço é consequência, não decisão”, afirma o presidente do Sindiposto Tocantins, Wilber Silvano de Sousa Filho.







