O Sindicato dos Trabalhadores nas Escolas Particulares de Palmas (Sintepp/TO) publicou nesta quinta-feira, 9, uma nota de repúdio contra a direção nacional da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). O documento oficializa as queixas da categoria após professores e estudantes realizarem, na última segunda-feira, 6, um protesto no estacionamento do campus em Palmas contra a centralização das coordenações de curso e a precarização das condições de trabalho.
A manifestação na capital tocantinense integrou uma mobilização nacional realizada simultaneamente em outros campi da instituição pelo país. Os manifestantes pedem a manutenção de uma gestão acadêmica próxima da realidade local e criticam o que apontam como sucateamento da estrutura de ensino.
Destituição de coordenações e centralização
O estopim para a publicação da nota foi o comunicado verbal de que os professores coordenadores de cursos em Palmas serão destituídos de suas funções a partir de agosto. Segundo o sindicato, muitos desses profissionais exercem o cargo há mais de duas décadas na unidade.
A entidade representativa aponta que as decisões administrativas e pedagógicas vêm sendo concentradas na direção geral da Ulbra, localizada no Rio Grande do Sul. De acordo com o Sintepp/TO, esse modelo de gestão desconsidera as demandas específicas da comunidade local de Palmas, onde a universidade se estabeleceu na década de 1990.
Instabilidade trabalhista e canais de diálogo
Na nota assinada pelo presidente do Sintepp/TO, professor Anibal Parente Fontoura, o sindicato relata que o corpo docente enfrenta instabilidade contratual consecutiva nos últimos semestres. Entre os problemas citados estão a incerteza na definição da carga horária semestral, redução do salário-aula e irregularidades em depósitos do FGTS.
O sindicato afirma ainda que as vias de negociação coletiva com a reitoria nacional foram reduzidas drasticamente nos últimos cinco anos.
Indicativo de greve
Diante do cenário atual, o Sintepp/TO informou que planeja formalizar denúncias junto ao Ministério da Educação (MEC) e aos poderes constituídos do Tocantins, além de ingressar com ações judiciais. A categoria também projeta novas mobilizações para o início do próximo semestre letivo, não descartando a possibilidade de greve.
A reportagem entrou em contato com a direção da Ulbra para solicitar um posicionamento sobre as reivindicações do sindicato e os protestos realizados no campus. Aguardou o retorno por duas vezes consecutivas e ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.






