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Home Agricultura e Pecuária

Prevenção é principal medida para controle da ferrugem da soja

Globo Rural por Globo Rural
10/11/2025
em Agricultura e Pecuária
Tempo de leitura: 6 minutos
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Lavoura de soja em Santa Rosa (RS): produtor José Steffen diz que está sempre de olho no monitoramento da área e do entorno — Foto: Arquivo pessoal

Lavoura de soja em Santa Rosa (RS): produtor José Steffen diz que está sempre de olho no monitoramento da área e do entorno — Foto: Arquivo pessoal

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A ferrugem asiática da soja é velha conhecida do produtor rural José Steffen, de Santa Rosa (RS), município denominado “berço nacional” do grão. Ele cultiva mais de 100 hectares de soja e conta que já chegou a perder 50% da produção por causa da doença. “Em anos em que o clima está favorável ao fungo, os fungicidas não dão conta do controle”, afirma.

De acordo com o Programa Monitora Ferrugem RS, Santa Rosa está entre os municípios com risco muito alto para a ocorrência de esporos do fungo causador da doença.

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O clima, atualmente, está com condições ideais ao desenvolvimento da ferrugem na extensão que abrange do sul de Mato Grosso do Sul ao Rio Grande do Sul, adverte Fernando Zanelatto, supervisor agronômico na Cooperativa C.Vale, em Palotina, no oeste paranaense.

Apesar de não terem sido reportados casos de ferrugem asiática da soja na safra 2025/26 no Brasil, até o momento – conforme monitoramento do Consórcio Antiferrugem -, a orientação ao produtor rural é ficar alerta para a doença que pode comprometer entre 10% e 90% da produtividade.

“É extremamente recomendável, neste período, adotar práticas de controle e prevenção no campo”, adverte Zanelatto.

De acordo com ele, o cenário favorável para o surgimento da doença é justamente o clima atual dessas regiões: chuvas regulares em volumes significativos, excesso de umidade do ar e temperaturas não tão elevadas, variando entre 15°C a 28°C.

Manejo preventivo

Zanelatto afirma que a principal recomendação aos produtores é respeitar o período de vazio sanitário da soja: “Essa é a medida que traz o maior impacto positivo no controle, pois representa uma grande oportunidade de quebrar o ciclo de reprodução do fungo”.

Durante o calendário de vazio sanitário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária para todo o país, há um período de interrupção obrigatória do plantio, que dura no mínimo 90 dias, e durante o qual é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja nas áreas de produção.

Além disso, Zanelatto indica aos produtores a adoção do manejo preventivo, com a semeadura da soja nas épocas recomendadas. “Se o produtor optar pelo plantio mais tardio, possivelmente aumentará a exposição da cultura e o tempo maior dos hospedeiros para a ferrugem no campo. Ou seja, além de não ser a melhor janela de plantio e não expressar o melhor potencial da lavoura, ainda possibilita o aparecimento da doença”, explica.

Outro passo é o monitoramento constante nas áreas, com atenção do produtor, agrônomo e equipe de assistência técnica para identificar possíveis ocorrências na lavoura.

A aplicação de fungicidas específicos para o combate é outra ação do manejo. O uso dos produtos deve ser programado de maneira preventiva e antecipada, frisa o agrônomo. “Não dá para esperar aparecer a doença, é preciso proteger a folha da planta do ataque do fungo”, orienta.

Ainda em relação à aplicação, ele recomenda rotacionar o mecanismo de ação dos produtos químicos, ou seja, usar produtos com ingredientes e mecanismos diferentes, pois ao contrário disso pode ser favorecida a resistência do fungo ao fungicida. Zanelatto sugere a adoção de fungicidas protetores multissítios, que atuarão em várias vias metabólicas do fungo.

Primeiro sintoma da doença é o amarelecimento das folhas — Foto: IDR-PR
Primeiro sintoma da doença é o amarelecimento das folhas — Foto: IDR-PR

E, ainda, respeitar os intervalos de aplicação, sem deixar períodos muito grandes entre elas, e adotar uma boa tecnologia de uso dos produtos, com observação do clima, qualidade e equipamentos.

O produtor gaúcho José Steffen faz o dever de casa: “O ideal é sempre entrar com o controle de forma preventiva, não curativa. Porque depois que a doença entra, o controle é muito difícil”. Ele comenta que está sempre de olho no monitoramento da área e do entorno, assim como acompanha a situação do Paraguai, que influencia o desenvolvimento da doença no Brasil por meio das correntes de ar. Ele iniciou o plantio da soja no início de outubro, respeitando o vazio sanitário para a região.

Controle com milho safrinha

Cláudia Godoy, pesquisadora da Embrapa Soja, comenta que a ferrugem asiática continua sendo a doença mais severa em termos de redução de produtividade da soja. “Mas hoje já não é mais uma das principais doenças da cultura”, afirma. Ela explica que, em Mato Grosso, maior produtor nacional do grão, a ferrugem já não apresenta a quantidade de registros de antes.

Conforme dados do Consórcio Antiferrugem, o Mato Grosso passou de um pico atípico de 261 ocorrências na safra 2021/22 para 16 casos na safra seguinte, quatro ocorrências na safra 2023/24 e duas no ciclo 2024/25.

A pesquisadora atribui a queda a três fatores: o vazio sanitário, o cultivo precoce da soja e a safrinha de milho. “Essa mistura tripla se mostra o melhor controle da ferrugem asiática”, explica.

“Em Mato Grosso, se evoluiu muito a adoção das duas safras, a de soja e a safrinha de milho. Assim, o milho safrinha fechou a janela de semeadura da soja e, com o cultivo precoce, os materiais estão sendo semeados mais cedo, o que faz com que as plantas escapem da ferrugem”, enfatiza.

Ela salienta que o mesmo ciclo de cultivo do Cerrado, entretanto, não pode ser levado para todas as regiões do país. “Em regiões mais frias, onde se cultiva o trigo no inverno, é preciso esperar para fazer a colheita da soja, deixando o ciclo mais longo, o que propicia mais oportunidades de desenvolvimento da doença”, explica.

Cláudia comenta que os programas de melhoramento da soja, da Embrapa Soja e de outras empresas, têm priorizado a resistência à ferrugem asiática e esses materiais têm sido direcionados à região Sul do país. Ela também destaca que a eficiência máxima dos fungicidas é de aproximadamente 60% no combate à ferrugem, por isso, recomenda que o produtor se mantenha bem informado sobre os riscos de ocorrências nas suas regiões e adote o manejo preventivo.

E enfatiza: “Clima bom para a soja é clima bom para as doenças da soja também”. Para a safra 2025/26, mesmo com previsão da chegada de um La Niña de fraca intensidade, a pesquisadora e o agrônomo da C.Vale alertam para o monitoramento constante das lavouras.

“É preciso planejar o manejo preventivo das doenças como um todo, mas vale lembrar que a ferrugem asiática é a mais agressiva e, quando entra na lavoura, quebra a produção”, salienta Cláudia.

A queda prematura das folhas é uma das características da infecção pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem. O primeiro sintoma é o amarelecimento das folhas. Quanto mais cedo ocorrer a desfolha, menor será o tamanho dos grãos e, consequentemente, maiores as perdas de rendimento e qualidade.

Veja as principais medidas:

  • Respeitar o período de vazio sanitário
  • Adotar o manejo preventivo
  • Adquirir cultivares resistentes à ferrugem asiática
  • Fazer a semeadura da soja dentro dos períodos recomendados
  • Monitorar as áreas de plantio constantemente
  • Aplicar fungicidas de maneira preventiva e antecipada
  • Atentar para os cuidados e as indicações de aplicação para melhor eficácia dos produtos
  • Buscar informações sobre o monitoramento da doença
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