O preço médio do tomate teve baixa na maior parte das Centrais de Abastecimento (Ceasas) brasileiras em junho. Na média ponderada dos preços, ficou 15,85% mais barato no mês. Além da hortaliça, melancia, laranja e maçã também apresentaram redução na média dos preços divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O recuo nas cotações do tomate é reflexo da maior disponibilidade do produto. A intensificação da safra de inverno, apesar das menores temperaturas e da maturação mais lenta, contribuiu para o aumento da oferta.
Entre as hortaliças que compõem a pesquisa, a batata, com cotações em ascensão desde fevereiro, apresentou leve alta de 1,81% na média ponderada.
Em elevação desde março, os preços da cebola voltaram a subir, com acréscimo de 8,46%. Em termos percentuais, o incremento é inferior ao dos últimos três meses. Com o término da safra da Região Sul, em especial a catarinense, responsável pela maior parcela do abastecimento nacional, o mês de junho teve a ampliação da oferta de Minas Gerais e de São Paulo.
A alface, em queda nos dois últimos meses, voltou a apresentar crescimento nas Ceasas analisadas. Na média, os preços da verdura aumentaram 11,99%, refletindo a redução da demanda, típica do período, já que as temperaturas mais baixas tendem a reduzir a oferta, em virtude do menor ritmo de crescimento e desenvolvimento da planta.
Frutas
Após aumentos nos últimos três meses, a melancia voltou a apresentar redução do preço na média. Os valores de comercialização da fruta no atacado encerraram o mês de junho com queda de 24,02% na média. O panorama é consequência da menor demanda nos centros consumidores do Sul e do Sudeste, decorrente das temperaturas inferiores no inverno, que impactam o consumo da fruta.
O preço da laranja também caiu, em 13,20%. O cenário reflete a regularidade dos estoques de suco e a redução da demanda externa em relação aos anos anteriores, devido à mudança nos hábitos de consumo.
As cotações da maçã seguem em baixa, com desvalorização de 2,81%. O aumento da oferta da maçã fuji proveniente das praças gaúchas e catarinenses contribuiu para a queda dos preços nos entrepostos atacadistas.
O mamão teve desvalorização média de 1,56%. A diminuição da oferta da variedade formosa na maioria das regiões produtoras, principalmente no norte capixaba e no sul baiano, em decorrência do calendário produtivo e do tempo mais frio, atrasou o amadurecimento dos mamões, contribuindo para essa movimentação nas cotações.
Das frutas pesquisadas, a banana foi a única a apresentar alta nos preços, de 2,10%, em média. A fruta ficou mais cara devido à diminuição da oferta, influenciada pelas menores temperaturas nos principais estados produtores. Em Minas Gerais, principal fornecedor, a oferta teve queda de 11%.







