Ofertas limitadas nas principais regiões produtoras e o ritmo lento da colheita no Paraná, que é o maior produtor da segunda safra, sustentaram as valorizações dos feijões carioca e preto nas praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Na sexta-feira (8/5), o indicador Cepea/CNA para o feijão-carioca de qualidade superior registrou, no sul do Paraná, a cotação de R$ 357,5 a saca de 60 quilos, uma alta de 5,83% em uma semana. Na mesma região, o feijão-preto estava cotado em R$ 182,58 a saca, uma valorização de 10,6% em igual período.
Segundo pesquisadores do Cepea, com o desenvolvimento mais tardio das lavouras paranaenses e as chuvas irregulares, que postergaram as colheitas, a disponibilidade do produto permaneceu reduzida na semana passada. Em relação às projeções de produção no Estado, foram divulgados novos recuos para a temporada 2025/26. Neste contexto, de acordo com o Cepea, os preços do feijão-carioca se mantêm em alta neste início de maio.
Os agentes estiveram atentos ao calendário de colheita no Paraná e à aproximação da frente fria na região Sul, mas permaneceram cautelosos quanto ao volume de negociações diante das cotações mais elevadas. O feijão-preto, por sua vez, ganhou destaque no interesse dos compradores e na demanda por novos grãos da segunda safra.







