A restrição na oferta de arroz em casca no Rio Grande do Sul continua sustentando as cotações do produto, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Do lado da demanda, indústrias mostram necessidade de compra, ao mesmo tempo em que cresce o interesse do mercado externo.
Na terça-feira (30/6), o indicador Cepea/Irga-RS do arroz em casca registrou a cotação de R$ 60,23 a saca de 50 quilos, uma alta de 1,28% no acumulado de junho. Apesar disso, os preços continuam sendo insuficientes para recompor a rentabilidade da atividade, apontam pesquisadores do Cepea. Esse cenário mantém elevada a preocupação do setor com o endividamento dos produtores e reforça as discussões sobre a necessidade de renegociação das dívidas.
O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes, destaca a necessidade de uma solução para o endividamento dos produtores. Conforme Nunes, a definição sobre o Projeto de Lei nº 5.122/2023, em votação no Congresso, e as medidas que poderão ser adotadas pelo governo serão determinantes para que parte dos arrozeiros consiga acessar as linhas de financiamento da próxima safra.
“Nós também estamos na dependência das renegociações, de como vai ser resolvida essa questão do endividamento, até para que a gente consiga ter acesso ao crédito rural, porque senão vários produtores de arroz vão ficar alijados do Plano Safra”, afirma.







