Os preços do café arábica avançaram em agosto, sustentados pela menor qualidade dos grãos da safra 2026/27 e pelos baixos níveis dos estoques certificados na Bolsa de Nova York, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na média mensal, o indicador Cepea/Esalq apresentou a cotação de R$ 1770,88 a saca de 60 quilos, maior valor nominal em quatro meses.
Segundo o Cepea, o movimento ocorreu mesmo com a colheita brasileira encerrando o mês praticamente concluída, o que elevou a oferta doméstica. As preocupações com o clima para a próxima safra e seus possíveis impactos sobre as floradas também deram suporte às cotações.
De acordo com o Centro de Pesquisas, as fortes chuvas registradas em junho e julho nas principais regiões produtoras comprometeram a qualidade dos grãos ao longo da colheita e reforçaram a alta no mês. Apesar do volume recorde estimado para a safra 2026/27, o resultado deve ser aquém do ideal, com maior participação de cafés de bebida inferior e de peneiras menores, reduzindo a oferta de cafés finos, de peneira maior.
Apesar da alta mensal, os preços começaram a recuar no fim do mês com a entrada mais forte da safra no mercado, encerrando agosto em R$ 1.748,44 a saca. Em setembro, continua a tendência de queda. Nesta terça-feira (1/9), a cotação estava em R$ 1.730,56 a saca, recuo diário de 1,02%.







