O mercado pecuário teve um novo dia de cotações sustentadas nesta quarta-feira (5/8). Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 17 registraram altas no preço do boi gordo na comparação diária, enquanto nas demais 16 houve estabilidade.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, os preços do boi gordo e do “boi China” subiram R$ 2, para R$ 350 e R$ 352 a arroba, respectivamente. As cotações da vaca e da novilha não mudaram.
Segundo a Scot, a oferta de boiadas e a procura estiveram equilibradas. Os negócios celebrados ocorreram de acordo com os preços vigentes, sem valores acima ou abaixo das referências.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que, ao longo dos sete primeiros meses de 2026, os mercados de boi gordo e da carne foram marcados por relativa firmeza. A combinação entre exportações de carne bovina aquecidas, oferta relativamente ajustada de animais terminados e reposição valorizada sustentou os valores ao longo do período, mesmo diante de um consumo doméstico moderado.
O indicador do boi gordo Cepea/Esalq (baseado nos negócios no Estado de São Paulo) teve média à vista de R$ 335,50 em julho, aumento de 1,8% frente à de janeiro deste ano, de R$ 329,52, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI). Quanto à carcaça casada bovina, a média foi de R$ 23,62 o quilo em julho, aumento de 0,4% em relação ao primeiro mês de 2026, de R$ 23,52 o quilo em termos reais.
Segundo o Cepea, o câmbio em patamar favorável reforçou a competitividade da carne bovina brasileira no mercado internacional, enquanto a demanda externa ajudou a compensar a fragilidade do consumo doméstico, ainda limitado pelo poder de compra das famílias. Apesar desse cenário, o mercado de boi gordo apresentou momentos distintos ao longo do período, alternando fases de maior pressão da oferta com períodos de recuperação das cotações.






