As cotações do algodão em pluma avançaram em agosto, favorecidas pela firmeza dos vendedores e pelas valorizações externas, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O preço médio mensal, de acordo com o indicador Cepea/Esalq, ficou em R$ 4,2393 a libra-peso, maior patamar nominal desde junho de 2025. Ainda assim, depois de permanecer acima da paridade de exportação por sete meses consecutivos, o preço doméstico em agosto ficou, em média, 1,5% abaixo desse parâmetro, situação que não era observada desde dezembro do ano passado.
Neste início de setembro, as cotações seguem subindo. Na terça-feira (1/9), o indicador Cepea/Esalq registrou o preço médio de R$ 4,4482 a libra-peso, alta diária de 1,91%.
No cenário externo, pesquisadores do Cepea destacam que os preços foram impulsionados pelas condições desfavoráveis das lavouras dos Estados Unidos, especialmente no Texas, onde o calor intenso e a seca aumentam os riscos de redução da produção e, consequentemente, da oferta global. A valorização do petróleo no mercado internacional também sustentou os valores da pluma.
No Brasil, de acordo com o Cepea, agentes estiveram atentos aos avanços da colheita e do beneficiamento da safra 2025/26, priorizando os contratos a termo, especialmente os destinados à exportação. Com isso, a disponibilidade de lotes permaneceu limitada no mercado físico, levando compradores com necessidade imediata a pagar mais por novas aquisições, sobretudo quando encontravam a qualidade desejada.






