Um homem de 21 anos foi preso por suspeita de tentar matar um motorista de aplicativo a facadas e roubar o carro da vítima, em Porto Nacional. O caso foi registrado como tentativa de latrocínio e o investigado acabou sendo localizado depois que a Polícia Militar (PM) recebeu informações de um falso sequestro na região.
O crime aconteceu na madrugada de sábado (17). De acordo com a PM, o motorista de aplicativo, de 25 anos, recebeu a solicitação para a corrida às 02h26, para ir até um bar da cidade. Ele pegou o suspeito e, durante o percurso, foi atacado com golpes de faca pelo passageiro e abandonado em uma rua de Porto Nacional. O suspeito fugiu levando, além do veículo, o celular do motorista.
Mais tarde, por volta das 5h20 do mesmo dia, a PM recebeu a informação de que teria acontecido um sequestro relâmpago de um homem na BR-010, perto de Santa Rosa. No local apontado pelas informações, os policiais militares encontraram o carro do motorista de aplicativo, que havia sido levado horas antes.
Equipes da PM fizeram o cruzamento de informações e identificaram que, na verdade, a pessoa que teria sido ‘sequestrada’ era o homem suspeito de assaltar o motorista de aplicativo.
O próprio suspeito foi até uma fazenda em Santa Rosa, pedindo socorro. Ele disse que teria sido vítima de sequestro em Porto Nacional. Mas o proprietário da fazenda acionou a polícia.
Policiais do 5º Batalhão (5º BPM) foram até a casa do indivíduo em Porto e, como ele tinha as mesmas características físicas relatadas pelo motorista, que estava hospitalizado, o homem de 21 anos acabou sendo preso.
Fotos do suspeito foram mostradas à vítima, que o reconheceu formalmente. A PM descobriu que o investigado tem registros policiais no estado de Goiás por estelionato e ameaça.
A PM registrou o caso como tentativa de latrocínio e apresentou o homem à 11ª Central de Atendimento da Polícia Civil, em Porto Nacional, na tarde de sábado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), na delegacia, o suspeito foi autuado pelo crime de roubo e encaminhado à unidade prisional de Porto Nacional. O caso ainda está em investigação pela Polícia Civil.







