O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com o presidente chinês, Xi Jinping. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da China, os líderes abordaram a relação bilateral entre os países e o cenário internacional. A ligação ocorreu na noite desta quinta-feira (22/1) — manhã de sexta em Pequim.
Ainda segundo a nota do governo chinês, Xi ressaltou que o Brasil e a China, como vozes importantes do Sul Global, “são forças construtivas para a manutenção da paz e da estabilidade mundiais, bem como para a reforma e o aprimoramento da governança global”. O presidente chinês defendeu o apoio à Organização das Nações Unidas (ONU).
“A China e o Brasil devem se posicionar firmemente ao lado certo da história, defender com mais veemência os interesses comuns de ambos os países e do Sul Global e apoiar conjuntamente a posição central das Nações Unidas e a equidade e justiça internacionais”, diz o comunicado.
O presidente Lula, segundo a nota, ressaltou que os países são forças relevantes na defesa do multilateralismo e do livre comércio.O petista também defendeu o fortalecimento das Nações Unidas e do Brics.
“Diante da preocupante conjuntura internacional, o Brasil está disposto a colaborar estreitamente com a China para defender a autoridade das Nações Unidas, fortalecer a cooperação do BRICS e salvaguardar a paz e a estabilidade regional e mundial”, finaliza o governo chinês.
O Palácio do Planalto confirmou o contato por meio de nota. Segundo a Presidência da República, os líderes “reiteraram seu compromisso com o fortalecimento das Nações Unidas como caminho para a defesa da paz e da estabilidade no mundo”.
Trump x ONU
A conversa acontece em meio à tentativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de instalar um Conselho de Paz para encerrar a guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. A iniciativa, no entanto, é vista com cautela por líderes internacionais, que veem manobra de esvaziamento da ONU.
Na última terça-feira (20/1), Trump afirmou que o Conselho “poderia” substituir o organismo de resolução de conflitos internacionais.
Lula e outros presidentes foram consultados pelo mandatário norte-americano para integrar o grupo. O brasileiro ainda avalia a proposta. A Casa Branca afirmou que 25 países aceitaram o convite para fazer parte, como Israel, Argentina, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein, Jordânia, Catar, Egito, Turquia, Hungria, Marrocos, Paquistão, Indonésia, Kosovo, Uzbequistão, Cazaquistão, Paraguai, Vietnã, Armênia, Azerbaijão e Belarus.







