O mês de junho é dedicado à conscientização sobre a importância da doação de sangue. A campanha Junho Vermelho busca estimular a doação regular e ampliar a informação sobre um gesto simples, seguro e essencial para manter os estoques dos hemocentros e atender pacientes que dependem de transfusões em cirurgias, tratamentos, acidentes e situações de emergências.
Segundo o Ministério da Saúde, podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos, desde que estejam em boas condições de saúde, pesem no mínimo 50 quilos e atendam aos critérios definidos na triagem. Menores de 18 anos precisam apresentar consentimento formal dos responsáveis. Pessoas entre 60 e 69 anos só podem doar se já tiverem feito uma doação antes dos 60 anos.
Para a médica infectologista e professora da Afya Palmas, Jéssica Fernandes Nominato, a campanha ajuda a manter o tema em evidência em um período de atenção para os bancos de sangue.
“O mês de junho foi escolhido para reforçar a conscientização sobre a doação de sangue porque, nesta época do ano, os estoques tendem a cair e as doações diminuem, especialmente com a proximidade do período de férias”, explica.
Antes da doação, a pessoa deve estar bem alimentada, hidratada e descansada. Também é necessário apresentar documento oficial com foto. Depois de doar, a recomendação é evitar exercícios físicos e ingestão de bebida alcoólica, além de manter o curativo no braço por pelo menos quatro horas.
Apesar da importância do gesto, muitas pessoas ainda deixam de doar por medo, insegurança ou falta de informação. Entre os mitos mais comuns estão a ideia de que doar sangue emagrece, de que o doador pode contrair doenças durante a coleta ou de que pessoas tatuadas e com piercing nunca podem doar.
“A quantidade de sangue doada é pequena e rapidamente reposta pelo organismo. Todo o material usado na coleta é descartável, estéril e de uso único, não havendo risco de infecção. Pessoas tatuadas ou com piercing também podem doar, mas existe um período de inaptidão temporária, geralmente de 12 meses após esses procedimentos. Outro medo comum é o de que o processo seja demorado ou doloroso, mas a coleta dura cerca de 15 minutos”, afirma a médica.
O Junho Vermelho também abre espaço para reforçar o papel de estudantes, professores e instituições de ensino em saúde na construção de uma cultura permanente de doação. Segundo Jéssica, a mobilização acadêmica pode aproximar o tema da comunidade e contribuir para a formação de novos doadores.
“Apoiar os hemocentros locais garante que os estoques se mantenham estáveis e continuem aptos a salvar vidas todos os dias”, completa.
Para quem pretende doar, a recomendação é procurar o hemocentro mais próximo para verificar critérios e horários de atendimento. A doação é um ato voluntário, seguro e capaz de beneficiar diferentes pacientes a partir de uma única coleta.







