O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesse sábado (11/7) que pretende procurar autoridades do governo chinês para tentar reverter a tarifa de 55% sobre a carne bovina brasileira. Flávio também culpou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela implementação da medida.
As declarações foram dadas durante transmissão ao vivo nas redes sociais do senador.
“O Brasil acabou de ser tarifado também, mais 55% pela China. […] A gente está falando de 62% de tarifação da nossa carne brasileira a partir do momento em que essa cota é estourada. E estou disposto também a buscar o governo chinês, a embaixada aqui, para também pedir que isso não aconteça”, afirmou o senador. A conta, porém, é de 67% de taxação sobre a carne brasileira.
A decisão do governo chinês foi tomada em 31 de dezembro de 2025, e passou a ser implementada a partir de 1º de janeiro de 2026. Com a medida, a carne bovina importada que excede as quantidades especificadas está sujeita a uma tarifa adicional de 55%.
Embora a taxa já esteja em vigor há meses, Flávio Bolsonaro voltou a mencionar a medida e a criticar o presidente Lula pela alíquota na última semana. O movimento ocorre em meio à ofensiva do governo brasileiro para responsabilizá-lo pelo novo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, que prevê uma taxa de 25% e deve entrar em vigor na próxima quarta-feira (15/7), por decisão de Donald Trump.Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
“É incompetência mesmo, gente. Então não adianta querer colar tarifa em cima da gente. Essa é uma culpa do Lula. Essa é dele. Eu sei que a culpa é dele, mas ele não pode botar em quem ele quiser. A culpa é dele, ele que abraçe esse problema”, criticou o presidenciável.
Durante sua fala, ele citou a viagem feita aos Estados Unidos, onde participou, na última terça-feira (7/7), de audiência pública promovida pelo governo estadounidense para debater a proposta da nova taxação ao Brasil. Segundo o senador, ele tentou evitar a concretização do tarifaço.
“Acabou que eu tive que ficar mais um dia nos Estados Unidos para fazer algumas reuniões e tentar evitar que o nosso país fosse tarifado em mais 25%. Então estava lá fazendo a minha parte, tentando, me esforçando, […] explicando porque o Brasil não deveria ser tarifado, mas é uma decisão política do governo americano”, disse.





