Pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão) lançou nesta terça-feira (21/7) o plano de governo que pretende defender nas eleições deste ano.
Reunidas no livro Missão 2026 – O Futuro é Glorioso, as propostas incluem a promessa de “desfavelizar” o Brasil em 10 anos, acabar com o sistema de cotas no ensino superior, substituir o modelo atual do Bolsa Família, decretar uma “Guerra ao Crime” e reduzir o número de municípios do país.
O programa foi apresentado em formato de livro e reúne mais de 500 páginas, organizadas em 14 capítulos dedicados a temas como economia, segurança pública, saúde, educação, infraestrutura, política externa, agricultura, indústria e desenvolvimento regional.
Segundo o Missão, o material foi elaborado ao longo de dois anos por mais de 200 colaboradores e consolida as diretrizes que deverão orientar a candidatura presidencial de Renan Santos.Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Propostas
Entre as propostas está a meta de “desfavelizar” o Brasil em dez anos, por meio de um programa nacional voltado à substituição de assentamentos precários por moradias urbanizadas. O tema integra um dos projetos estratégicos do plano de governo.
Na área da educação, o documento propõe o fim das políticas de cotas para ingresso em universidades e concursos públicos, defendendo um modelo baseado exclusivamente no mérito acadêmico.
Na assistência social, Renan Santos propõe substituir o Bolsa Família por um sistema de frentes de trabalho remuneradas, aliado a programas de qualificação profissional, com a justificativa de incentivar a inserção no mercado de trabalho.
Já na segurança pública, o plano prevê a adoção da doutrina do Direito Penal do Inimigo, a criação de uma Lei Antifacção e a possibilidade de decretar Estado de Defesa em áreas dominadas por organizações criminosas, como parte de uma estratégia de enfrentamento ao crime organizado.
Outra proposta é a chamada Grande Consolidação Municipal, que prevê a fusão de municípios considerados fiscalmente inviáveis. Segundo o documento, a medida poderia reduzir o número de cidades brasileiras de cerca de 5,5 mil para aproximadamente 1,6 mil, com o objetivo de reorganizar a administração pública e reduzir despesas.
Além dessas medidas, o plano aborda propostas para reforma tributária e administrativa, infraestrutura, saúde, política externa, inovação tecnológica, defesa nacional e reorganização do Estado.







