Estudantes do Colégio Militar do Tocantins (CMTO), Unidade Custódia da Silva Pedreira, de Porto Nacional, participaram de duas importantes visitas técnicas que reforçaram o aprendizado em sala de aula, aliando teoria e prática.
As ações abordaram temas como a formação do Estado do Tocantins, a expansão do agronegócio, os desafios socioambientais e a aproximação com o ensino superior.
A primeira atividade ocorreu na quinta-feira, 30 de abril, com estudantes do ensino médio, que visitaram o Museu Histórico do Tocantins – Palacinho, em Palmas. A ação foi organizada pelos professores da área de Ciências Humanas, sob coordenação da professora de Geografia, Sheila de Araújo Paiva, e do professor de História, Sebastião Souza.
Durante a visita, os estudantes tiveram contato direto com elementos históricos por meio de objetos, fotografias, bandeiras e a própria estrutura do prédio, primeira sede do governo estadual. A experiência possibilitou compreender, de forma concreta, o processo de criação do Tocantins e os movimentos históricos que contribuíram para sua formação.
Segundo a professora Sheila de Araújo Paiva, a vivência prática amplia a compreensão dos conteúdos trabalhados em sala. “Diferente de ler em um livro, o aluno pôde ter contato direto com o espaço histórico, tornando o aprendizado mais concreto.
Eles entenderam que o Tocantins foi construído a partir de decisões tomadas naquele local”, destacou.
A atividade também contribuiu para o fortalecimento do senso de pertencimento e cidadania dos estudantes, ao evidenciar as lutas pela criação do estado e a importância da preservação do patrimônio histórico e cultural.
O estudante da 1ª série, Arthur Tavares, ressaltou a relevância da experiência. “A visita foi interessante por mostrar a história da nossa capital e do Tocantins de forma clara e informativa, trazendo aspectos que eu ainda não conhecia”, afirmou.
Já a estudante Geovanna Corsini destacou a oportunidade. “Não é sempre que temos a chance de visitar um museu. Foi uma forma diferente e enriquecedora de aprender”, pontuou.
Durante o percurso, os estudantes conheceram espaços utilizados pelo ex-governador Siqueira Campos, além de exposições com registros históricos da criação do estado. Também tiveram contato com aspectos da literatura tocantinense, refletindo sobre a importância de valorizar autores locais e incentivar a produção escrita dos estudantes.
Aproximação com o ensino superior
Outra ação ocorreu no dia 29 de abril, em Porto Nacional, envolvendo estudantes da 3ª série do ensino médio, que participaram de uma visita técnica ao campus da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Porto Nacional. A atividade contou com apoio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
Durante a visita, os alunos conheceram diversos espaços acadêmicos, como laboratórios de paleobiologia, zoologia, fisiologia vegetal, geoprocessamento, cartografia e estudos geoambientais. A experiência possibilitou ampliar a compreensão sobre as áreas de formação e as possibilidades de atuação profissional.
A estudante Ana Gabrielly Alves Conceição destacou o impacto da atividade.
“Foi muito enriquecedor conhecer os laboratórios e entender melhor como funciona a universidade. Conseguimos ver na prática conteúdos que antes eram apenas teóricos”, afirmou.
O estudante Artur Eduardo Ferreira Conti também ressaltou a importância da ação.
“A experiência ampliou nossos horizontes e despertou o interesse pelo ensino superior, tornando o aprendizado mais significativo”, pontuou.
O professor José Renan, responsável pela atividade, explicou que a visita foi planejada com intencionalidade pedagógica. “Os alunos estão estudando temas relacionados ao trabalho e à globalização. A ida à universidade aproxima o conteúdo da realidade e mostra, na prática, as possibilidades de formação e inserção no mundo do trabalho”, destacou.
As práticas pedagógicas inovadoras promovem a integração entre escola e universidade, o incentivo à continuidade dos estudos e o desenvolvimento de uma formação crítica e cidadã. Ao vivenciarem diferentes espaços de aprendizagem, os estudantes ampliam sua compreensão sobre o território, reconhecendo-o como um espaço de construção histórica, social e de oportunidades.






