A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) anunciou nesta quinta-feira (16/4) a produção e comercialização de unidades de carbono geradas na cadeia de valor a partir da arborização de lavouras cafeeiras. A iniciativa integra o Projeto de Cafeicultura Regenerativa, estruturado pela cooperativa.
O projeto piloto reuniu 12 cooperados, abrangendo uma área de 43,27 hectares, com a inserção de sistemas regenerativos e corredores de árvores nas lavouras. Como resultado, foram sequestradas 649,94 toneladas de carbono, com a distribuição de R$ 104.601,59 aos produtores participantes. Ao todo, também foram doadas 5 mil mudas, fortalecendo a biodiversidade nas propriedades.
A operação foi viabilizada por meio da parceria com um cliente da Cooxupé, que adquiriu os créditos no modelo de insetting, ou seja, quando a própria cadeia produtiva investe na redução das emissões em sua origem.
“O projeto demonstra que é possível integrar produtividade, qualidade e responsabilidade ambiental em um mesmo sistema, com benefícios diretos ao cooperado”, destaca Natalia Fernandes Carr, gerente ESG da Cooxupé.
Os cooperados participantes estão distribuídos nas principais regiões de atuação da Cooxupé, sendo sete no Sul de Minas, três no Cerrado Mineiro e dois nas Matas de Minas.
O projeto entra agora em uma nova fase, com a abertura de edital para adesão de mais cooperados e a entrada da certificadora internacional Gold Standard. Com isso, os créditos de carbono poderão também ser comercializados no modelo de offsetting, ampliando o alcance da iniciativa para além da cadeia do café.
“A iniciativa cria oportunidades reais de geração de renda e fortalece a competitividade da cafeicultura brasileira. Trata-se do primeiro projeto no Brasil a gerar unidades de carbono a partir da arborização de lavouras de café”, conclui Natalia.







