A retomada das exportações de carne de frango neste ano devem sustentar uma alta de 3,1% na produção do alimento, para 16,3 milhões de toneladas, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgada nesta terça-feira (15/9).
“A recuperação nas exportações (…) influencia na alta estimada. Se em 2025 as vendas ao mercado externo foram impactadas pelo registro de gripe aviária no Rio Grande do Sul, neste ano os principais importadores retomaram as compras elevando o ritmo dos embarques”, disse a Conab em comunicado.
A estatal prevê aumento de 11,53% das vendas externas de frango em 2026, para 5,76 milhões de toneladas.
A Conab também cometnou que os preços no mercado interno estavam pressionados no início do segundo semestre, em virtude da demanda enfraquecida, mas passaram a reagir com o recebimento dos salários, a retomada das atividades escolares e o ajuste dos estoques.
A estatal observou, além disso, que a ampla disponibilidade de milho e farelo de soja contribuiu para manter os custos de alimentação relativamente controlados. Mas alerta que a recente valorização dos grãos e o risco climático para 2026/27 exigem atenção.
“Uma eventual quebra de safra em milho ou soja elevaria os custos de produção, podendo limitar a expansão dos alojamentos, ainda que a utilização de coprodutos do etanol de milho ofereça alternativa crescente para as formulações de ração”, afirmou a Conab em documento de perspectivas para 2026/27.
Para 2027, a expectativa é de continuidade do crescimento da produção, mas em ritmo moderado, de 2,4%, ajustado à evolução das exportações. Enquanto a estimativa para produção é de 16,7 milhões de toneladas, para as exportações a expectativa é de um crescimento de 0,8%, para cerca de 5,8 milhões de toneladas.
A disponibilidade interna, para abastecer o mercado doméstico, deve aumentar 3,2%, saindo de 10,57 milhões de toneladas neste ano para 10,9 milhões de toneladas em 2027.
A estatal enxerga para o ano que vem uma demanda doméstica ainda favorecida pela substituição da carne bovina, mais cara. Os principais riscos seguem sendo aqueles relacionados aos custos de alimentação, ao câmbio e à sanidade avícola.
“A diversificação dos mercados e a regionalização sanitária serão fundamentais para reduzir a volatilidade do comércio”, afirmou a Conab no documento.





