No Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Sementes do Amanhã, localizado na Arne 61 (504 Norte), em Palmas, a inclusão tem ganhado espaço não apenas nas atividades pedagógicas, mas também nas brincadeiras e nos momentos de convivência. Aos 3 anos, Joaquim Chaves de Freitas, que é cadeirante, participa da rotina escolar com os colegas e, agora, ganhou mais uma possibilidade de brincar junto com a turma em uma gangorra adaptada especialmente para ele.
A ideia da gangorra adaptada surgiu a partir de uma necessidade observada pela equipe do Cmei. Embora a unidade já tivesse outros brinquedos, Joaquim só conseguia participar de algumas brincadeiras no colo ou com o auxílio direto de outra pessoa. “Existem os balanços e outros brinquedos aqui, mas o Joaquim não conseguia participar sozinho. Na gangorra, ele pode brincar com as outras crianças e as crianças podem brincar com ele no mesmo espaço. Foi um ganho muito grande para o Cmei a chegada desse brinquedo adaptado para ele”, completa a diretora do Cmei Sementes do Amanhã, Cleide Milhomem.
Joaquim possui hidrocefalia e utiliza válvula, além de mielomeningocele, uma má-formação da coluna que provoca deficiência motora. Apesar das limitações de mobilidade, conforme a mãe, Mariza Chaves de Freitas, o desenvolvimento cognitivo do menino é preservado e ele demonstra grande interesse pelas atividades e pela convivência com os coleguinhas. “Quando a Cleide me mandou um vídeo dizendo ‘Mariza, olha aqui, estão adaptando um parquinho para o Joaquim’, isso encheu meu coração de alegria e gratidão. Não se fala só de inclusão, mas de incluir no coração, de sentir a dor do outro”, observa.
Sucesso na adaptação
Joaquim chegou à unidade no início de 2025. No começo, a equipe tinha dúvidas sobre como seria a adaptação da criança à rotina e à convivência com os colegas. “No primeiro momento, nós tivemos um impacto, porque ele foi a primeira criança com deficiência física que recebemos no Cmei. Mas foi tudo tão mágico e tão simples que a nossa preocupação desapareceu em poucos dias”, descreve a diretora Cleide.
Para Mariza, o acolhimento da equipe fez toda a diferença para que o filho se sentisse seguro e desenvolvesse autonomia. “Ele se adaptou muito rápido. A escola é muito bem preparada, com uma direção e professores muito preparados para acolher as crianças. Foi muito afetiva, muito humana em aceitar o Joaquim”, relata.
Mariza conta ainda que o filho demonstra entusiasmo em estar na escola. Entre as experiências já vivenciadas pelo menino está a participação em um projeto de leitura. “Ele foi para o palco, tinha muitas crianças chorando e ele não chorou. Ele participou. Eu só recebo elogios do Joaquim, do tanto que ele se desenvolveu”, recorda. Para a mãe, o sentimento de segurança começou desde o primeiro contato com a unidade. “Quando conversei com a diretora e a equipe pedagógica, elas me passaram a confiança de que o Joaquim estava muito bem. Eu não precisei ir para a escola para ficar com ele. Eu o entreguei lá e fiquei muito em paz”, relata.






