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Doenças hepáticas enfrentam estigma e diagnóstico tardio

Pesquisadores da UFMG alertam para a alta mortalidade e evolução da doença para o câncer de fígado; estudo pretende traçar o cenário em todos os municípios

CNN por CNN
19/04/2025
em Saúde
Tempo de leitura: 6 minutos
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Não há diagnóstico precoce, exames menos invasivos e tratamentos eficazes para a maioria dos casos crédito: DINO

Não há diagnóstico precoce, exames menos invasivos e tratamentos eficazes para a maioria dos casos crédito: DINO

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O Dia Mundial do Fígado é relembrado neste sábado (19/4). Apesar de pouco discutidas no dia a dia, as doenças do fígado são extremamente comuns e representam um problema urgente de saúde pública no Brasil e uma carga substancial de mortalidades. Um levantamento recente, baseado em dados do DATASUS – banco oficial do Sistema Único de Saúde – aponta que uma em cada quatro mortes no país, entre os anos de 1996 e 2022, teve como causa alguma doença hepática – esse número representa 3% dos óbitos.

A pesquisa analisou informações de todas as regiões brasileiras, levando em conta variáveis como gênero, raça, idade e localização geográfica, revelando disparidades alarmantes, tanto nos tipos de doença quanto no acesso ao diagnóstico e tratamento. As enfermidades que mais causam mortes são: câncer de fígado, doença hepática alcoólica, fibrose e cirrose, hepatite viral crônica, entre outras. Cada região apresenta uma predominância distinta. No Nordeste, por exemplo, a doença hepática alcoólica lidera os casos fatais, enquanto no Norte e Sul, o câncer de fígado é o mais comum.

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Para o professor e pesquisador do Departamento de Fisiologia e Biofísica, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), que integra o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanobiofarmacêutica (INCT) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), André Gustavo Oliveira, os dados escancaram a desigualdade estrutural no país. “Na região Norte, muitos pacientes, sequer, têm acesso ao transplante e precisam se deslocar para outras regiões. Isso mostra a urgência da descentralização dos serviços e do fortalecimento dos centros de referência nos estados”, alerta o pesquisador.

Além do impacto em vidas, os custos também são altos: o governo brasileiro gasta cerca de R$ 300 milhões, por ano, apenas com o tratamento das doenças hepáticas – hospitalização, transplante e outros custos associados. E, ainda assim, não há tratamentos eficazes disponíveis para a maioria dos casos, tanto na rede pública quanto na privada. A maior parte dos diagnósticos ocorre em estágios avançados, quando os sintomas se tornam graves e o transplante de fígado é a única e última alternativa.

Diante desse cenário, o grupo de pesquisa da UFMG dá início a um novo estudo, com foco no câncer de fígado, principal causa de morte por doenças hepáticas no país. A proposta é projetar, município por município, o panorama futuro para os próximos 25 a 50 anos, caso nenhuma ação efetiva de prevenção seja implementada.

Segundo o professor André Oliveira, mudar essa realidade passa por investimentos robustos em ciência e políticas públicas de longo prazo. É preciso atuar desde a base, com prevenção, diagnóstico precoce, ampliação da rede de atendimento e capacitação das equipes médicas nas subregiões de cada estado. Grande parte das doenças hepáticas está ligada a fatores evitáveis, como uso abusivo de álcool, má alimentação, sedentarismo e a outras questões que expõem o indivíduo ao desenvolvimento de um câncer de fígado, por exemplo.

Por fim, ele ressalta a necessidade de quebrar o estigma social associado a essas doenças. “Ainda há muito preconceito em torno das doenças do fígado. É um paradigma que só será superado com educação, informação e conscientização social. Falar sobre o tema é um passo essencial para salvar vidas, aponta o pesquisador.

Da inflamação ao câncer

A progressão das doenças hepáticas até o câncer de fígado segue, em muitos casos, um caminho previsível: inflamação, fibrose, cirrose e, por fim, o câncer. É um processo silencioso, mas extremamente perigoso. “Quando o fígado chega a esse estágio, as opções de tratamento vão depender do tipo de câncer, da quantidade e da qualidade dos nódulos. Em alguns casos, é indicada a cirurgia ou o transplante. Quando não há mais alternativas, infelizmente, o desfecho pode ser o óbito”, explica a professora e titular do Departamento de Fisiologia e Biofísica da UFMG e coordenadora do Instituto Nacional de Ciências e Tecnologia (INCT) Hepatologia 360 graus, Maria de Fátima Leite.

Diagnóstico tardio e sintomas inespecíficos

Um dos principais desafios está no diagnóstico precoce. Os sintomas iniciais costumam ser inespecíficos e comuns a diversas enfermidades hepáticas, como infecções virais, acúmulo de gordura, consumo excessivo de álcool ou uma lesão medicamentosa. Além disso, o fígado é um órgão silencioso e altamente adaptável. “Ele se regenera com eficiência após sucessivas lesões, o que dificulta a percepção de que algo está errado. Quando os sinais aparecem, a doença já pode estar em estágio avançado”, alerta a pesquisadora.

Outro agravante é que muitos pacientes mantêm exames laboratoriais aparentemente normais, mesmo com alterações significativas no fígado. “A presença de gordura hepática, por exemplo, pode não ser percebida nos exames de rotina, mas evolui para inflamação e, progressivamente, para o câncer”, destaca Maria de Fátima. Segundo ela, a ausência de sintomas e a limitação dos métodos de diagnósticos dificultam o tratamento e agravam o quadro clínico. “O fígado possui grande capacidade de regeneração, mas isso funciona até certo ponto. Com o tempo, o órgão perde a habilidade de se recuperar das sucessivas lesões, favorecendo a evolução da doença para estágios mais graves”, pontua.

O papel da prevenção, das políticas públicas e o Brasil com potencial de se tornar líder mundial no tratamento das doenças hepáticas

A professora destaca que a prevenção é o melhor caminho e o primeiro passo. Manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos e moderar o consumo de álcool são atitudes fundamentais para evitar o desenvolvimento das doenças hepáticas. Mas não basta apenas a conscientização individual. Por outro lado, o país ainda carece de investimentos em pesquisa e inovação para diagnósticos mais precisos e menos invasivos. Muitos casos ainda exigem biópsia hepática, um procedimento desconfortável e doloroso para o paciente.

Mesmo diante dos desafios, a pesquisadora pondera que o Brasil está no caminho certo e com grande potencial para se tornar referência mundial no tratamento de doenças hepáticas; a prova disso é o INCT – programa de financiamento para pesquisas cientificas em diversas áreas, com recursos advindos, principalmente, pelo governo federal e, pela primeira vez na área de hepatologia.

“O INCT mostra que estamos na direção certa, que estamos conseguindo desenhar o perfil das doenças hepáticas em todo o país, chegar aos atores políticos, sensibilizar a sociedade, a mídia, a comunidade acadêmica e científica para a importância do tema. Fomos contemplados porque temos uma equipe formada há muitos anos, com publicações e atividades de alto nível e de reconhecimento internacional, e por mérito dos cientistas que vêm trabalhando nessa área por muitos anos. E essa é mais uma possibilidade de sucesso para o futuro”, enaltece Maria de Fátima.

Ainda de acordo com a professora, os recursos existentes estão voltados para o tratamento, que, nesse caso, é o transplante e menos efetivo devido ao alto custo. “Agora, com o INCT, nossa intenção é investir em estágios preliminares dessas enfermidades, maximizando os recursos e abrindo caminhos para que, nos próximos anos, possamos falar de novas perspectivas para as doenças hepáticas e transformando esse cenário, para melhor, é claro, conclui Mária de Fátima Leite.

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