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Home Economia

“Dia da Libertação”: quais produtos o Brasil mais compra e vende aos EUA

Série de tarifas serão anunciadas pela Casa Branca nesta quarta (2) — também com impactos ao comércio brasileiro

por CNN
02/04/2025
em Economia
Tempo de leitura: 4 minutos
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Donald Trump durante evento em Arlington 19/1/2025 REUTERS/Carlos Barria • Reprodução CNN Brasil

Donald Trump durante evento em Arlington 19/1/2025 REUTERS/Carlos Barria • Reprodução CNN Brasil

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É chegado o dia 2 de abril, que vem sendo chamado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de “Dia da Libertação”, com expectativa de anúncio de uma série de tarifas recíprocas aos produtos importados.

Segundo o governo do republicano, a ação terá efeito global e imediato. E o Brasil não deve ficar de fora.

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O movimento acontece em momento no qual as trocas entre os países batem recordes: as exportações brasileiras para os Estados Unidos totalizaram US$ 40,3 bilhões em 2024, maior patamar da história, mostram dados do governo federal.

As importações foram superiores: US$ 40,6 bilhões. Com isso, na relação, os Estados Unidos tiveram superavit comercial de US$ 283 milhões — automaticamente, este foi o déficit do Brasil.

Segundo o Monitor do Comércio Brasil-EUA, publicado trimestralmente pela Amcham Brasil, o volume exportado também atingiu níveis inéditos, com 40,7 milhões de toneladas — crescimento de 9,9% em relação a 2023.

Principais itens da pauta

Os três principais itens da pauta de exportação do Brasil aos Estados Unidos são: óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus, produtos semi-acabados e outras formas primárias de ferro ou aço e aeronaves, incluindo suas partes.

Os produtos semi-acabados de aço, inclusive, já estão sobretaxadas pela Casa Branca desde o dia 12 de março, com tarifas de 25%.

Principais itens exportados aos EUA:

  1. Óleos brutos de petróleo (14% da pauta de exportação)
  2. Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (8,8%)
  3. Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (6,7%)
  4. Café não torrado (4,7%)
  5. Ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas (4,4%)

Já nas importações, os três principais produtos são: motores e máquinas não elétricos e suas partes, óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto brutos) e aeronaves, incluindo suas partes.

Em negociações junto à Casa Branca, a diplomacia brasileira reforça que o Brasil tem déficit comercial com os EUA (ou seja, compra mais do que vende). Assim, não haveria contexto para a taxação.

Principais itens importados dos EUA:

  1. Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores): 15%
  2. Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto brutos): 9,7%
  3. Aeronaves, incluindo suas partes: 4,9%
  4. Demais produtos da indústria de transformação: 4,3%
  5. Gás natural, liquefeito ou não: 4,1%

Rumo das negociações

Uma conversa entre o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, agendada para acontecer na segunda-feira (31) acabou desmarcada.

Fontes disseram à CNN que houve desencontro de agendas.

Este seria possivelmente o último contato no alto escalão entre o governo brasileiro e a Casa Branca antes do “Dia da Libertação” de Donald Trump.

Se somou às frustrações a divulgação de um relatório pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) — comandado por Greer — sobre barreiras comerciais ao redor do mundo, destacando políticas consideradas protecionistas que prejudicariam exportadores norte-americanos.

Isso daria “justificativa” para aplicar o tarifaço de Trump.

O documento deu destaque a supostas barreiras comerciais do Brasil. O país foi o sétimo com mais páginas dedicadas no relatório (cinco) e também sétimo com maior impacto econômicos estimado aos EUA (US$ 8 bilhões).

Dentre as supostas barreiras brasileiras apontadas pelos EUA estão tarifas elevadas, restrições a remanufaturados, barreiras técnicas e sanitárias e incentivos a conteúdo nacional em compras governamentais.

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