Acadêmicos do curso de Direito da Universidade Federal do Tocantins (UFT), do Câmpus de Arraias, por meio do projeto de extensão “Literaturas, Artes e Direito à Liberdade”, realizaram, na segunda-feira, 29 de setembro, o primeiro encontro do semestre na Unidade Penal Regional de Arraias. A atividade contou com a presença de 37 assistidos e oito extensionistas, que participaram de uma roda de conversa sobre a obra O Sol é para Todos, de Harper Lee, e acompanharam a entrega de materiais escolares para uso nas atividades educativas da unidade.
Trabalhado com os participantes ao longo do mês de setembro, o livro foi utilizado como base para o diálogo sobre temas como racismo, preconceito, empatia e aspectos relacionados ao sistema de justiça. A discussão também possibilitou que os assistidos estabelecessem relações entre as questões apresentadas na obra, suas próprias experiências e a realidade brasileira.
A agente de ressocialização prisional e coordenadora dos projetos preexistentes na unidade, Liubia de Moura Ribeiro, também participou da condução das reflexões. Durante o encontro, ela apresentou uma questão relacionada a um dos principais conflitos da narrativa: o que acontece quando alguém é julgado sem ser verdadeiramente ouvido? A partir da trajetória de Tom Robinson, personagem da obra, a pergunta contribuiu para o debate sobre dignidade e o direito de ser ouvido.
Os materiais escolares entregues durante o encontro serão utilizados no apoio às atividades educativas desenvolvidas com os assistidos na Unidade Penal Regional de Arraias. A aquisição foi realizada com recursos da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), por meio do Edital Proex nº 40/2025, responsável pelo financiamento das atividades do projeto e da compra dos materiais no primeiro semestre de 2026.
Coordenado pelo professor Emerson Erivan de Araújo Ramos e pela professora Luiza Mello Fruet, o projeto é realizado em parceria com a Unidade Penal Regional de Arraias. Essa iniciativa também compreende a leitura como um instrumento para estimular o senso crítico, a autoestima e a cidadania, além de contribuir para a possibilidade de remição de pena conforme a legislação vigente e as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).







