O dólar opera em queda de 0,50% frente ao real, cotado a R$ 5,11, nesta segunda-feira (21/9). Na sexta-feira (18/9), ele registrou leve alta de 0,13%, a R$ 5,14. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), iniciou o pregão em alta de 0,55%, aos 186,2 mil pontos (às 10h19).
Nesta sessão, os investidores demonstram um maior apetite ao risco, ainda que modesto. Atuam como principais vetores dos mercados no início desta semana o preço internacional do petróleo e as perspectivas para o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, na quinta-feira (24/9).
O petróleo caminha para o quarto fechamento seguido em baixa. Às 9h15, o barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, recuava 2,80%, a US$ 100,96. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio americano, caía 2,95%, a US$ 97,95.
Os rendimentos dos títulos da dívida americana, os Treasuries, seguem a toada do petróleo e estão em queda — o que causa menor pressão de alta do dólar. A redução do preço da commodity ajuda a aliviar as preocupações com a inflação global.
EUA-China
No caso da reunião Trump-Jinping, há expectativas de ao menos uma suavização de pontos de forte estresse entre as duas potências, como a questão tarifária e o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial (IA).
Com isso, as ações do setor de tecnologia voltaram a ganhar destaque nesta segunda-feira, depois de reunião entre o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. Bessent disse que ambos concordaram em iniciar um diálogo sobre IA.
Nesse cenário, os principais indicadores das bolsas europeias registram forte alta. Às 10h15, o Stoxx 50, o principal índice acionário da zona do euro, subia 1,38%. Em Frankfurt, o DAX avançava 1,25% e, em Paris, o CAC 40, mantinha alta de 1,05%. No caso do FTSE 100, de Londres, a valorização era de 1,04%.
Focus
No ambiente interno, o mercado financeiro reduziu a projeção para a Selic no fim de 2026. Ela passou de 13,75% para 13,50%. A queda da projeção é compatível com a última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que reduziu a taxa básica de juros do país em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, na quarta-feira (16/9).
Ao mesmo tempo, os economistas do mercado aumentaram a estimativa para o IPCA deste ano, de 4,90% para 4,92%. Os dois dados (Selic e IPCA) são do Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira.
STF e eleições
Os investidores também seguem de olho nos desdobramento da crise do Supremo Tribunal Federal (STF) e no quatro eleitoral do país. Neste caso, as pesquisas divulgadas nos últimos dias não voltaram a sacudir os mercados, mesmo porque mostram um quadro de relativa estabilidade numa disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).







