No mesmo dia em que divulgou os dados finais da safra 2025/26 de grãos, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou a sua estimativa preliminar para o ciclo 2026/27, que está começando a ser semeado agora.
A autarquia calcula que o volume colhido possa chegar a 366,6 milhões de toneladas (alta de 1,3% em relação ao ciclo 2025/26). Os dados fazem parte da 14ª edição das Perspectivas para a Agropecuária, elaborada em parceria com o Banco do Brasil.
A estimativa reflete um aumento na área semeada, prevista em 85,3 milhões de hectares. Esse incremento compensa em partes a ligeira queda esperada na produtividade média, que deve ser de 4,2 mil quilos por hectare.
De acordo com a companhia, a área de milho apresenta tendência de crescimento, mas o potencial produtivo dependerá das condições climáticas a serem registradas durante o desenvolvimento da cultura. As três safras devem alcançar um volume de 148 milhões de toneladas, alta de 2,8%.
No caso da soja, a perspectiva da Conab é de um crescimento moderado da produção. A área cultivada é estimada em 49,3 milhões de hectares, alta de 1,4%, o que seria o menor crescimento percentual dos últimos 20 anos. A projeção é de um volume de 181,6 milhões de toneladas, ligeira alta de 0,7%.
O arroz, que sofreu um recuo na produção em 2025/26, deve ter um ligeiro aumento na área semeada, de 0,9%, com perspectiva de produção de 10,7 milhões de toneladas, redução de 2,9% em relação ao ciclo 2025/26, explicada principalmente pelo desempenho menor da produtividade média nacional.
O feijão deve se manter em torno de 2,9 milhões de toneladas. A Conab estima que a cultura deva apresentar leve aumento na área cultivada, com expectativa de menor produtividade.
Para o algodão, a companhia projeta que a área semeada deva retomar os patamares da sara 2024/25, em torno de 2 milhões de hectares, com uma produção de 4,2 milhões de toneladas da pluma.






