O uso de ligações telefônicas para aplicar golpes tem se tornado uma prática cada vez mais comum. No Tocantins, vítimas relatam ação de criminosos se passando por integrante de facção e instituições financeiras. Segundo o especialista Evaldo Reis Júnior, os golpistas tentam principalmente sensibilizar as vítimas para conquistar a confiança e conseguir dinheiro.
“Além do aparato tecnológico, existe este fenômeno da engenharia social, que é o poder que os criminosos têm de convencimento, de sensibilizar a vítima, ganhar a confiança para aplicar o golpe. Então, como se não bastasse a capacidade de falsificar uma situação, tem também o poder de sedução do argumento contra a vítima”, comentou.
Uma das vítimas desse tipo de golpe foi o arquiteto Joaquim Antônio. Ele pagou R$ 2,5 mil após ser ameaçado de morte pelos criminosos que se passavam por integrantes de facção.
“Eles ameaçaram matar pessoas da minha família se eu não desse dinheiro nenhum. Chegou num ponto que transferi o dinheiro para eles e achei que iriam me deixar em paz. Mas continuaram querendo extorquir mais dinheiro, e aí a minha mãe desconfiou”, contou.
Existem leis que garantem a segurança dos dados no ambiente virtual, mas mesmo assim os golpistas conseguem acessar essas informações. A orientação do advogado Vitor Peres é, sempre que possível, evitar a exposição de dados pessoais.
“Evite fornecer dados em ligações. Mesmo que aquela ligação se apresente como sendo do banco. Geralmente os bancos não ligam, e quando ligam não vão te pedir senhas, não vão te pedir CPF. O máximo que eles vão te pedir é para confirmar algum dígito, alguma informação que eles já tenham”, explicou.
Conforme a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins, casos de crimes cibernéticos podem ser registrados presencialmente em uma unidade da Polícia Civil ou pela delegacia virtual. Após o registro do boletim de ocorrência, a queixa é encaminhada para a Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos.
Os procedimentos são instaurados de acordo com os elementos que são apresentados em cada ocorrência e seguem sob investigação da Polícia Civil para identificar os responsáveis e esclarecer os fatos.







