A soja segue valorizada no Brasil, e a demanda firme deve manter os preços nessa tendência no médio prazo. Nesta quarta-feira (26/8), o indicador Cepea/Esalq base porto de Paranaguá (PR) subiu 0,57%, com a saca cotada a R$ 154,57.
Lucilio Alves, pesquisador do Cepea, disse que o segundo semestre do ano é marcado por cotações firmes para a saca. Neste ano um novo elemento adiciona mais pressão de alta para os valores da oleaginosa.
“O ritmo de exportações em agosto está se mostrando maior que o registrado no mesmo período do ano passado. O ambiente com recorde exportação ajuda a enxugar a oferta do mercado interno, contribuindo para a redução dos estoques e recuperação dos preços”, disse Alves.Play Video
Ainda segundo ele, a tendência é de arrefecimento dos preços a partir de 2027, com o início da nova safra brasileira.
Os preços no mercado interno também foram afetados pela oscilação na bolsa de Chicago. Na quarta, os contratos da oleaginosa para novembro subiram 2,28%, a US$ 12,66 o bushel.
A soja também se valorizou na maioria das praças monitoradas pela AgRural. Em Ponta Grossa (PR), o preço registrou forte alta, de R$ 5 em relação ao dia anterior, cotada a R$ 150. Em Primavera do Leste (MT), a soja avançou R$ 4, em R$ 136 a saca. Já em Luís Eduardo Magalhães (BA), a saca teve alta de R$ 1,50, negociada a R$ 138.







