O mercado pecuário em São Paulo registrou novas baixas nas cotações nesta quarta-feira (26/8), informa a Scot Consultoria. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), o preço do boi gordo sofreu o terceiro dia consecutivo de queda. A cotação da arroba caiu R$ 1, para R$ 342 no pagamento a prazo.
O “boi China” teve recuo de R$ 2, para R$ 344 a arroba. Já a novilha caiu R$ 3, para R$ 332 a arroba. A cotação da vaca cotação da vaca não mudou.
Além das praças paulistas, a Scot também registrou quedas para o boi gordo em todas as regiões de Mato Grosso (norte, sudeste, sudoeste e Cuiabá), do Pará (Paragominas, Redenção e Marabá), no Triângulo Mineiro, oeste do Maranhão e Rio de Janeiro. Nas demais 21 regiões monitoradas, as cotações seguiram estáveis na comparação diária.
Segundo a Scot, em São Paulo, os frigoríficos compraram apenas o necessário para o abate imediato. O escoamento da carne esteve lento.
A ponta vendedora resistiu, mas os negócios foram fechados dentro das referências. Houve disputa em torno dos patamares vigentes, e os frigoríficos de pequeno e médio porte, com maior necessidade de completar as escalas, ofertaram preços ligeiramente acima das referências. Esses negócios, porém, foram pontuais.
Já o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que os preços do mercado de reposição seguem firmes em 2026, sustentados pela oferta mais ajustada de animais, decorrente da maior retenção de fêmeas, e pela demanda consistente de recriadores e invernistas. O bezerro apresenta a valorização mais expressiva entre as categorias.
No acumulado do ano, incluindo a parcial de agosto, o indicador Cepea/Esalq do bezerro (baseado nos negócios realizados no Mato Grosso do Sul) acumulou alta de 7,70%. No mesmo perído, o boi gordo em São Paulo subiu 6,01%, enquanto o boi magro aumentou apenas 1,38%. As comparações são em termos reais, com valores deflacionados pelo IGP-DI de julho.
Segundo o Cepea, a maior valorização do bezerro está relacionada à menor disponibilidade de animais jovens após períodos de maior descarte de fêmeas e abates elevados. Já os preços do boi magro permanecem firmes, mas avançam de forma mais moderada, principalmente devido à menor ocupação dos confinamentos em 2026 e à cautela dos confinadores diante das incertezas no cenário externo. Como essa categoria é importante para a atividade de engorda, a demanda mais contida limita sua valorização.
“Nesse cenário, a rentabilidade dos sistemas de recria e engorda dependerá da eficiência produtiva e da combinação entre custos, ganho de peso, permanência dos animais e preço de venda do boi gordo”, destaca o Cepea.







