O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul, maior Estado produtor, segue firme, sustentado pela postura retraída dos vendedores e pela necessidade de compra das indústrias. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a baixa oferta de lotes mantém a liquidez limitada, enquanto compradores relatam dificuldades para recompor estoques.
Na terça-feira (11/8), o indicador Cepea/Irga-RS registrou a cotação de R$ 72,81 a saca de 50 quilos, uma alta de 6,09% no acumulado desde o início de agosto. De acordo com o Cepea, produtores seguem cautelosos nas vendas, à espera de valores mais atrativos, próximos de R$ 80 a saca, patamar considerado mais compatível com suas expectativas de remuneração. Ao mesmo tempo, o repasse da valorização do arroz em casca ao produto beneficiado permanece limitado.
No mercado externo, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam redução nas exportações brasileiras em julho, após dois meses consecutivos de forte crescimento. Pesquisadores do Cepea ressaltam que o movimento ocorreu com o encerramento dos leilões promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a valorização do produto no mercado doméstico.
Em sentido oposto, as importações aumentaram, favorecidas pela necessidade de reposição de estoques industriais diante da baixa disponibilidade interna de arroz, segundo o Cepea.






