O mercado pecuário registrou um mês de julho foi “atípico”, destaca a Scot Consultoria. As cotações na primeira quinzena estiveram pressionadas e se recuperaram ao longo da segunda metade do mês – período que normalmente ocorrem movimentos de baixa.
Nos últimos dias de julho, apesar da oferta contida, ela era maior do que a das semanas anteriores, reflexo da alta nas cotações, lembra a Scot. Além disso, embora a indústria não quisesse alongar as escalas, a chegada de um novo mês e a proximidade da entrada de renda da população sustentavam uma positividade para as vendas de carne na próxima semana. Com isso, os frigoríficos buscavam manter-se abastecidos e ativos nas compras.
Nesta sexta-feira (31/7), nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o boi gordo seguiu cotado a R$ 348 a arroba para o pagamento a prazo. O “boi China” e a vaca não tiveram alterações de valores. Já o preço da novilha subiu R$ 3, para R$ 335.
Segundo a Scot, na comparação entre o início do mês e o fechamento de julho, a cotação do boi gordo subiu 3,9% nas praças paulistas, enquanto a do “boi China” avançou 2,9% e a da vaca e a da novilha, 2,9% e 2,4%, respectivamente.
Já o indicador Cepea/Esalq, também baseado nos engócios realizados no Estado de São Paulo, registrou a cotação de R$ 346,55 a arroba, uma queda diária de 0,10%. No entanto, no acumulado de julho, o indicador teve alta de 3,02%.
Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 23 não tiveram alterações no preço do boi gordo na comparação diária. Foram registradas altas no Triângulo Mineiro, sul de Goiás, Cuiabá (MT), sudeste de Mato Grosso, nas três praças do Pará (Marabá, Redenção e Paragominas), sudeste de Rondônia e sul e norte de Tocantins.
No mercado de reposição, o indicador Cepea/Esalq para o bezerro, baseado nos negócios no Mato Grosso do Sul, fechou a sexta-feira com a cotação de R$ 3.377,23 a cabeça, estável na comparação diária. Em julho, houve queda acumulada de 0,29%.






