Os preços do trigo avançam no Brasil, impulsionados pela perspectiva de menor oferta global, após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduzir a estimativa da safra norte-americana para o menor volume desde 1970/71.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), no Brasil, a disponibilidade restrita da safra “velha” sustentou os preços, enquanto a desvalorização do dólar frente ao Real favoreceu as importações e limitou altas mais expressivas no mercado doméstico.
Nesta segunda-feira (13/7), o preço médio do cereal no Paraná registrou avanço de 1,30%, cotado a R$ 1.393,52 a tonelada.
Em termos globais, o USDA reduziu ligeiramente (-0,01%) a estimativa de produção de trigo da safra 2026/27 em relação ao relatório de junho, para 819,969 milhões de toneladas. Em comparação com a temporada 2025/26, a baixa deve ser de 2,8%.
Segundo o Departamento, a menor oferta reflete principalmente a redução das projeções para os Estados Unidos e o Canadá, o que foi parcialmente compensado por revisões positivas para Rússia e Ucrânia.
Nos Estados Unidos, a estimativa de produção foi reduzida em 0,5% em relação ao relatório anterior e em 22,6% em relação à safra 2025/26, para 41,81 milhões de toneladas. Caso esse volume se confirme, será o menor da triticultura norte-americana desde a safra 1970/71.






