O mercado pecuário teve mais um dia de baixo volume de negócios fechados nesta quarta-feira (8/7). Segundo a consultoria Safras & Mercado, os pecuaristas relutam em entregar os animais nas atuais condições de preço, enquanto os frigoríficos que ainda operam com escalas encurtadas tentam sustentar a pressão baixista.
Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 26 não tiveram alterações no preço do boi gordo na comparação diária. Houve quedas no oeste da Bahia, sudeste de Mato Grosso, Alagoas, Marabá (PA), Paragominas (PA) e norte e sul de Tocantins.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), a cotação do boi gordo seguiu em R$ 330 a arroba para o pagamento a prazo. Já o preço da vaca caiu R$ 5, para R$ 307 a arroba. O “boi China” e a novilha não tiveram alterações.
A Scot também destaca que a indústria estava oferecendo preços menores, enquanto a ponta vendedora resistia a essas ofertas. Entretanto, havia quem negociava diante das ofertas vigentes, permitindo a composição das escalas aos poucos.
Alguns frigoríficos deixaram de abater aos sábados e ajustavam as programações para evitar estoques e manter as escalas. Já as indústrias com maior necessidade ou negociando lotes maiores ofertavam preços ligeiramente acima das referências, mas esses negócios foram pontuais.
“As condições para cadenciar o ritmo dos negócios são piores no momento, considerando o atual momento das pastagens, além da necessidade de girar os negócios nos confinamentos, operação que cada dia adicional representa crescimento representativo dos custos”, afirma o analista Fernando Iglesias, da Safra.
Além disso, o esgotamento da cota chinesa de importação de carne bovina é um elemento importante neste momento, com as indústrias ainda operando com maior capacidade ociosa para se adequar a uma realidade de menor exportação para o principal mercado do Brasil nos últimos anos.







