O vídeo de uma mulher comandando uma máquina pesada em Paraíso do Tocantins, na região central do estado, tem chamado a atenção nas redes sociais. Sandy Marciele Ferreira Santos, de 28 anos, conquistou a admiração dos internautas ao aparecer operando um rolo compactador em uma obra de recapeamento asfáltico.
Natural de Sergipe, Sandy se mudou para o Tocantins há oito anos junto com o marido, que também é operador de máquinas. Foi ele o grande incentivador para que ela entrasse no ramo. Ela conta que decidiu tentar, e hoje soma nove anos de experiência.
“Eu comecei primeiro com medo. Meu esposo foi me incentivando e me ensinou. Comecei com a escavadeira hidráulica”, relembra. Segundo ela, o maior receio no início era o “balançar” das máquinas. “Hoje em dia não tenho mais medo não. A gente bate de frente”.
Nas redes sociais, o vídeo acumula centenas de comentários exaltando o trabalho de Sandy e a representatividade feminina em um ambiente majoritariamente masculino.
“Agora fica bem feito 👏(os detalhes só nós vemos)”, brincou uma internauta. Outra seguidora destacou a qualidade do serviço: “Por isso que está um espetáculo esse asfalto.
A operadora relata que possui habilidade com diversos tipos de maquinário, incluindo pá carregadeira, trator e escavadeira. O casal trabalha junto em obras de terraplanagem, construção de represas e infraestrutura urbana.
Contra o preconceito
Mesmo com o apoio que recebe em seus vídeos, Sandy revela que já enfrentou comentários machistas ao longo da carreira, mas que não permitiu que isso a afetasse. “Já teve muitos comentários [machistas]. Isso não me abalou e me fez levantar ainda mais e mostrar quem eu sou”.
Para outras mulheres que sentem vontade de ingressar na área, mas hesitam por receio ou falta de apoio, Sandy deixa um recado de incentivo:
“Tem que enfrentar. Medo a gente tem, igual eu tive. Mas é ter força, coragem, jogar aquele medo lá no canto e enfrentar. Se tem a oportunidade, agarra com força. Quando a gente tem coragem e vontade, sempre dá certo”, afirma.
Atualmente o casal presta serviço para empresas, mas ambos nutrem o sonho de empreender neste ramo que tanto gostam. “Mudar de profissão, jamais. Eu penso em crescer e comprar máquinas para eu e meu esposo montar nossa própria empresa”, projeta a operadora.






