A Defesa Civil Municipal realiza nesta sexta-feira, 22, a partir das 14 horas, o segundo dia de uma capacitação operacional sobre Manejo Integrado do Fogo (MIF) e queima prescrita, em Luzimangues, distrito de Porto Nacional. O treinamento teve início na quinta-feira, 21, e reúne 27 agentes da Defesa Civil de Palmas em atividades práticas conduzidas pela brigada do Naturatins às margens da rodovia TO-080 e da Ferrovia Norte-Sul.
A capacitação tem como objetivo preparar as equipes para futuras ações preventivas de redução de material combustível, principalmente capim seco acumulado às margens de rodovias e áreas urbanas durante o período de estiagem.
Segundo a Defesa Civil, a queima prescrita é uma técnica prevista na Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, instituída pela Lei Federal nº 14.944/2024, e consiste no uso planejado, monitorado e controlado do fogo para prevenção de incêndios florestais de grandes proporções. Esse tipo de ação deve seguir critérios técnicos, ambientais e operacionais específicos, com acompanhamento permanente das equipes responsáveis.
Capacitação e prevenção
Durante o treinamento, as equipes acompanharam o uso de equipamentos específicos utilizados na operação, como o “pinga-fogo”, além de técnicas de controle, monitoramento e segurança operacional.
A Gerente de Intervenção Imediata da Defesa Civil de Palmas, Gessiane Ferreira da Silva, explicou que a capacitação busca preparar o município para futuras ações preventivas.
“A queima prescrita não é uma queimada comum. É uma técnica controlada, planejada e executada por equipes capacitadas, dentro de condições específicas e com acompanhamento permanente. O objetivo é justamente reduzir o risco de incêndios maiores durante o período mais crítico da estiagem”, destacou.
Também reforçou que queimadas feitas pela população sem autorização continuam proibidas. “É importante que a população entenda que esse tipo de operação segue critérios técnicos e legais. Queimadas feitas sem autorização e sem controle continuam sendo proibidas e representam risco para áreas urbanas, rodovias, vegetação e para a própria população”, afirmou.







