O setor de armazenamento de energia aguarda a publicação de uma portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) com as regras para o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap), por meio de baterias.
O leilão em questão visa assegurar a contratação de de estruturas de baterias que possam armazenar energia. A conservação de energia tem o objetivo de suprir as necessidades de abastecimento público em momentos em que outras fontes apresentem redução na geração de potência.
Enquanto a portaria não é publicada, participantes do setor afirmam haver represamento de investimentos que aguardam a medida do MME para pode colocar em prática projetos de infraestrutura.
Neste mercado que se organiza para atuar com mais amplitude estão gigantes de tecnologia, como a Huawei, que fabrica equipamentos para sistemas de armazenamento por baterias (Bess, na sigla em inglês), e companhias em condições de atender a leilões para a oferta de operação de Bess.
A proposta é de que os sistemas de armazenamento por baterias sejam conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Desta forma, a tecnologia pode complementar a geração existe de fontes hidrelétricas, eólicas e fotovoltaica (solar).
Os defensores da integração das baterias ao sistema de abastecimento nacional pressionam o governo federal pela conclusão da portaria que dará andamento aos futuros leilões.
Expectativa
O ecossistema empresarial do setor de baterias considera que o assunto teve avanços em 2024, no entanto, revela frustração com a não consolidação da portaria em 2025
“A realização do leilão, que consta na agenda do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) para junho, é esperada para o segundo semestre. Acontece que o prazo mínimo para sua efetivação é de cinco a seis meses após a portaria. Caso não seja publicado em maio, é praticamente impossível sua realização nesta gestão”, pontua o diretor-executivo da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae), Fábio Lima.
No fim de abril, o setor promoveu um evento em Brasília para tentar atualizar a expectativa dos avanços na implantação da tecnologia.
André Perim, diretor substituto do departamento de planejamento e outorga de geração do MME, deu uma previsão de que a etapa poderia ser concluída “nas próximas semanas”.






