Após subir 7,98% na última sessão, o preço do cacau opera novamente em forte alta nesta manhã de terça-feira (5/5) na bolsa de Nova York e rompeu a barreira dos US$ 4.000. Os contratos da amêndoa com vencimento em julho de 2026 sobem 4,35%, cotados a US$ 4.054 a tonelada.
A combinação de fatores climáticos e estruturais explicam a forte valorização do cacau na bolsa. As preocupações com a oferta global da commodity são justificadas pela irregularidade das chuvas na Costa do Marfim, principal produtor mundial, em um período crítico do desenvolvimento da safra intermediária. Segundo o Mercado do Cacau, os riscos para uma queda na produtividade e na qualidade dos grãos aumentou nas fases finais da colheita no oeste da África.
A escassez de fertilizantes em regiões produtoras e a chance iminente da chegada do fenômeno El Niño também somam às razões de forte movimento do cacau, resume a análise do Mercado do Cacau.
A StoneX reduziu as projeções de excedente global para as temporadas 2025/26 e 2026/27, o que indica uma mudança na expectativa de boa disponibilidade de cacau no curto prazo.
Café
O preço do café também opera em alta. Os lotes com entrega para julho de 2026 sobem 2,80%, cotados a 2,9335 centavos de dólar a libra-peso.
A continuidade do conflito no Oriente Médio e o Estreito de Ormuz bloqueado ainda são os principais motivos de preocupação para o mercado, já que o fornecimento global de café é diretamente afetado, analisa a Barchart.
Açúcar
O açúcar apresenta leve alta, próxima à estabilidade. Os contratos com vencimento em julho de 2026 avançam 0,13%, negociados a US$ 15,31 a libra-peso.
Algodão
Já o algodão também sobe. Os papéis da pluma com entrega para julho de 2026 avançam 1,03%, cotados a 83,77 centavos de dólar por libra-peso.
Suco de laranja
Por fim, os contratos de suco de laranja concentrado e congelado operam em queda. Os papéis mais negociados, com vencimento em julho de 2026, estão cotados a US$ 1,8355 a libra-peso, com recuo de 3,72%.







