O presidente da Aprosoja Brasil e pré-candidato a deputado federal pelo PL Tocantins, Maurício Buffon, usou sua participação no 2º Dia de Campo + Palhada + Soja, realizado na Fazenda Invernadinha, no km 35 da estrada Palmas–Paraíso, nesta segunda-feira, 4, para apresentar um balanço das principais ações em andamento pela entidade, tanto no âmbito estadual quanto nacional. Também estava presente a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos.
Maurício Buffon abriu sua fala exaltando a importância da pesquisa agrícola para o desenvolvimento regional. “Sem o plantio direto, sem essa pesquisa que foi apresentada aqui pelo Rodrigo, o Tocantins ou o MATOPIBA não seria o MATOPIBA. A produção não estaria no nível que está e não estaria nessas condições de crescer cada vez mais forte.”, afirmou
No âmbito estadual, Maurício Buffon fez dois alertas. O primeiro diz respeito ao Fundo Estadual de Transporte (FET), que apesar de a Aprosoja Tocantins já ter vencido disputa judicial sobre o tema, o fundo segue sendo cobrado de forma indireta pelas empresas na comercialização da soja e do milho, cerca de R$ 80 por hectare em cada cultura, sem que o produtor perceba. “O momento não é de brincadeira. Estamos trabalhando para encerrar isso de forma administrativa, sentando à mesa, sem precisar recorrer novamente à Justiça”, afirmou.
O segundo ponto é uma oportunidade, uma medida recente do Governo do Estado permite recuperar créditos de ICMS acumulados. “Tem muito produtor com dinheiro na mesa que ainda não sabe disso. Com o fluxo de caixa apertado do jeito que está, esses recursos vão fazer muita diferença”, frisou.
PRODES: entidade busca reversão do impedimento ao crédito rural
No plano nacional, o presidente da Aprosoja Brasil relatou que muitos produtores têm sido impedidos de acessar crédito rural por restrições ligadas ao PRODES – o Programa de Cálculo do Desmatamento da Amazônia. “O PRODES não é um programa governamental em si, mas está sendo usado para bloquear o acesso ao crédito. Estamos trabalhando para reverter isso via ato administrativo, e acredito que teremos uma resposta positiva em breve.”, destacou.
PL 5122: renegociação de dívidas como fôlego para quem não conseguiu honrar compromissos
A pauta mais sensível apresentada por Maurício Buffon foi a da renegociação de dívidas do crédito rural, centralizada no Projeto de Lei 5122/2023. Com o prazo de 30 de abril tendo passado e muitos produtores sem condições de honrar compromissos, a Aprosoja Brasil intensificou a pressão pelo avanço da proposta no Senado.
“Não se trata de perdão de dívida, todos aqui sabem que é uma renegociação. Queremos alongar essa dívida com juros que o produtor consiga pagar. Com taxas de 15% ou 20%, ninguém consegue trabalhar, ninguém consegue honrar. Buscamos equalização de juros e um prazo acima de 10 anos para quem está em dificuldade, porque precisamos continuar produzindo.”, refletiu.
Para Maurício Buffon, o Governo Federal não tem aberto espaço para negociação direta, o que levou a entidade a apostar no caminho legislativo. “Via Congresso, com o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária, acreditamos que, se não houver consenso do Executivo na semana que vem, o projeto será votado, e temos os votos para aprovar. Foi uma longa batalha desde o ano passado, sem várias mãos construindo esses acordos, não se passa nada.”, disse.
Ao final, reforçou sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados e defendeu maior engajamento político do setor. “O momento exige participação. Precisamos de representação com histórico de atuação e capacidade de entregar resultado”, concluiu.







