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Home Agricultura e Pecuária

Arroz sertanejo: tecnologia e mecanização impulsionam nova fase para o cereal no Brasil

Em diferentes partes do país, máquinas e assistência técnica dão novo fôlego à produção orizícola em pequenas áreas

por Globo Rural
25/04/2026
em Agricultura e Pecuária
Tempo de leitura: 7 minutos
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Foto: Leandro Ignácio

Foto: Leandro Ignácio

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Com praticamente 50 anos de experiência plantando arroz em Igreja Nova (AL), o agricultor Eriosvaldo Teixeira ainda se lembra de como era a rotina na lavoura quando começou a cultivar o grão com seu pai.

“Nós passávamos por uma dificuldade enorme, porque a gente cortava no cutelo e batia no cacete mesmo. Era um problema danado, um sofrimento para carregar esse arroz, e a produção era miudinha”, relata.

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Em 3 hectares e meio, era colhidas menos de 20 toneladas do grão cultivado na base da resistência. “Meus irmãos foram para São Paulo, mas uma parte da família nunca deixou de plantar. Eu continuei aqui e nunca saí.”

Entre as principais mudanças e aprendizados, Teixeira destaca desde medidas simples, como o uso de sementes certificadas, até a altura da lâmina d’água mantida durante as primeiras fases de desenvolvimento do arrozal.

“Eu colocava uma lâmina de 50 a 60 centímetros, mas a Embrapa nos indicou entre 10 e 15 centímetros. Você vê a diferença? É bastante.”

O agricultor conseguiu aumentar em 50% a sua produtividade desde a chegada da assistência dos profissionais da Embrapa – uma experiência semelhante a de seu vizinho Lindomar Bispo Vieira.

Depois de 12 anos morando em São Paulo, ele retornou à Igreja Nova em 2012, inicialmente para plantar 30 hectares de cana, mas, desde 2024, passou a dedicar um terço da sua área para o arroz.

“Um dos fatores principais para a baixa produtividade aqui era a semente. Os produtores não tinham muito contato para comprar, e os atravessadores que adquiriam a produção só compravam e ‘tchau’. Só voltavam na outra safra, sem se importar com o agricultor”, afirma Vieira.

Segundo ele, a produtividade média na região passou de 6 toneladas por hectare, em 2018, para 12 toneladas por hectare, no último ciclo. “Com sementes de qualidade e capacitação, estamos melhorando a cada safra”, diz.

Crescimento da produção

A iniciativa de pedir ajuda à Embrapa para apoiar a rizicultura alagoana partiu do próprio governo do estado, que há três anos mantém um programa de fomento ao cultivo, o Alagoas Mais Arroz, que tem o objetivo de promover a segurança alimentar local.

O analista de pesquisa da Embrapa Arroz e Feijão, Raimundo Rocha, comemora os resultados iniciais do trabalho de extensão em Igreja Nova e arredores. Segundo ele, o Baixo São Francisco tem características ótimas para o cultivo do arroz, com condições iguais ou superiores às encontradas no Rio Grande do Sul, que detém 70% da produção nacional.

“Nós temos água da irrigação por meio das iniciativas promovidas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), temos temperatura e solo ideais. Quando cruzamos isso com a genética da Embrapa, temos uma interação perfeita para a alta produtividade”, afirma.

Desde o início do projeto, a área plantada com o cereal em Alagoas, que chegou a ser de mais de 10.000 hectares no início da década de 1990, cresceu 44,5%, saindo de 1.800 hectares, em 2022/23, para 2.600 hectares, em 2024/25, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os resultados, aponta Rocha, inspiraram o governo federal a criar, no ano passado, o programa Arroz da Gente, que tem como finalidade o fomento e a mecanização da produção em diferentes regiões do país.

“Desde 2007, pelo menos, começamos a observar redução da produção no Centro-Oeste e no Nordeste do Brasil e um avanço no Rio Grande do Sul. O Maranhão já foi o segundo maior produtor de arroz no Brasil entre os anos 1970 e 1980, mas hoje é o quinto produtor, com um volume insignificante”, cita o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sílvio Porto. Em 2024/25, a produção maranhense foi de 279.500 toneladas, o equivalente a 2,2% da produção total no país.

De acordo com ele, a criação do programa é também uma forma de resposta à recente alta no preço do arroz vivida no país em 2023 e 2024, quando o valor da saca de 50 quilos ultrapassou os R$130.

“O que nós queremos é trabalhar com uma lógica melhor, aproximando mais as áreas de produção das áreas de consumo”, ressalta Porto. Presente em 17 Estados, 41 territórios e cerca de 260 comunidades, o Arroz da Gente já soma 5.600 famílias cadastradas.

A expectativa da Conab é que o programa permita dobrar a área de arroz no Centro-Oeste, Norte e Nordeste do país nos próximos dois anos a partir da inserção da agricultura familiar e de comunidades tradicionais na atividade.

Juntas, as três regiões somaram 595.600 hectares cultivados em 2024/25, o equivalente a 33,8% da área total do país entre áreas de sequeiro e irrigadas. Em Mato Grosso, por exemplo, estão sendo entregues sementes para o povo indígena terena, no norte do Estado.

Tecnologia no campo

Em Alagoas, a avaliação do pesquisador da Embrapa é de que o programa federal tem complementado as ações desenvolvidas em âmbito estadual.

“Os dois programas têm vertentes similares com o mesmo objetivo, onde o Arroz da Gente entra com a parte da mecanização agrícola, para facilitar a vida do agricultor, e o projeto Alagoas Mais Arroz entra com a ciência e tecnologia, trazendo conhecimento e novas cultivares, fazendo o ‘corpo a corpo’ com o produtor. Quando funde os dois, o resultado é a melhoria da produtividade e da qualidade de vida dos produtores”, considera Rocha.

Ao todo, foram entregues, de forma gratuita, 72 colheitadeiras adaptadas para pequenas áreas a agricultores familiares, especialmente do Norte e Nordeste do país, na safra 2025/26.

Os equipamentos da empresa LiveFarm foram adquiridos pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte, que, em parceria com a Conab, recebe dados sobre como e onde o maquinário foi usado, a fim de gerar estudos sobre as necessidades e impactos da mecanização da agricultura familiar no país. “Nós somos um laboratório”, resume o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab.

De acordo com Porto, as máquinas são apenas um primeiro passo dentro do programa. “Essas 72 máquinas, que no contexto geral é pouco, funcionam mais no sentido de criar uma referência, um estímulo, uma forma demonstrativa para que o crédito rural se torne a principal maneira de ampliação do acesso à mecanização pela agricultura familiar”, destaca o dirigente.

“O que nós queremos é trabalhar com uma lógica melhor, aproximando mais as áreas de produção das áreas de consumo” – Sílvio Diretor da Conab

O crescer da região

Em João Pinheiro, na região noroeste de Minas Gerais, a Cooperativa Central Dos Agricultores Familiares do Noroeste Mineiro (Centralcoopalfa), com 40 agricultores, conseguiu dobrar a área de produção, para 50 hectares, graças à mecanização.

Ao todo, são produzidas cerca de 6 toneladas por hectare, a maior parte destinada para os programas de merenda escolar do estado, e o restante, para consumo dos próprios cooperados.

“O arroz era uma cultura que estava começando a entrar em extinção na região, por conta da dificuldade da colheita. Antes a gente gastava três dias para colher e bater esse arroz, e hoje eu consigo fazer sozinho em quatro horas de serviço com a máquina”, comemora o presidente da cooperativa, Astolfo Moreira da Silva.

Segundo ele, a expectativa é aumentar de 50 para 100 hectares a área total que os cooperados dedicam ao cereal, contribuindo para o aumento do cultivo de arroz em Minas Gerais. Na safra 2024/25, o aumento foi de 29,8%, para 22.200 hectares, segundo a Conab.

“Nós não estamos falando simplesmente de uma mudança de geografia da produção, mas também da valorização dessa produção a partir da agricultura familiar via sistemas de produção tradicionais. Isso cria uma referência de implementação de política e faz dessa iniciativa também um exemplo de sucesso, criando a expectativa de que outras famílias possam ser sensibilizadas”, completa Porto.

Queda no Rio Grande do Sul

Maior produtor de arroz do Brasil, com cerca de 70% do volume nacional, o Rio Grande do Sul vem enfrentando problemas decorrentes de eventos climáticos extremos nos últimos anos e da pressão sobre a rentabilidade.

O volume colhido pelo estado em 2024/25 atingiu 8,73 milhões de toneladas, o maior desde 2010/11, segundo a Conab. O recorde ajudou a derrubar a cotação média da saca de 50 quilos para R$ 53,84 no início deste ano, enquanto o custo de produção, durante a implantação da lavoura, ficou entre R$ 70 e R$ 75 a saca.

Esse quadro fez com que a área de plantio no estado diminuísse 6,5% na safra 2025/26, segundo a Conab, que estima que a produção vá cair 10,4%, para 7,8 milhões de toneladas.

No Brasil todo, entre áreas de sequeiro e irrigadas, o cultivo de arroz deve ficar em 1,55 milhão de hectares na safra 2025/26, um recuo de 12,2% em relação ao ciclo anterior. A Conab estima produção de 11,1 milhões de toneladas, ou 12,4% a menos do que na temporada passada.

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