A Petrobras definiu, nesta quinta-feira (16/4), a nova composição do seu conselho de administração. Na mesma assembleia, foi aprovada também a distribuição de mais de R$ 8 bilhões em dividendos aos acionistas, referentes ao lucro de 2025.
O colegiado será presidido por Guilherme Mello, atual secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), consolidando a influência da equipe econômica do governo na cúpula da estatal.
A eleição manteve o desenho tradicional de governança da companhia, com predominância de indicados pela União, acionista controladora, mas também abriu espaço para nomes ligados ao mercado.
Ao todo, o conselho segue com 11 integrantes, sendo seis indicados pelo governo, quatro pelos acionistas minoritários e um representante dos trabalhadores.
Integrantes do conselho
Entre os conselheiros escolhidos pelos minoritários, estão o investidor Francisco Petros e a executiva Rachel Maia, nomes com trajetória no setor privado e presença recorrente em conselhos de grandes empresas.
Também foram reconduzidos integrantes já conhecidos da governança da Petrobras, como a presidente Magda Chambriard, além de outros membros indicados pela União.
Novo conselho de administração da Petrobras
- Guilherme Mello – presidente ;
- Magda Chambriard – conselheira;
- Renato Galuppo – conselheiro;
- José Fernando Coura – conselheiro;
- Marcelo Weick – conselheiro;
- Fábio Bittes – conselheiro;
- Francisco Petros – representante dos minoritários;
- Juca Abdalla – representante dos minoritários;
- Marcelo Gasparino – representante dos minoritários;
- Rachel Maia – representante dos minoritários;
- Rosangela Buzanelli Torres – representante dos funcionários.
Mais de R$ 8 bilhões em dividendos
A assembleia aprovou, ainda, o pagamento de R$ 8,1 bilhões em dividendos adicionais, parte de um pacote mais amplo de remuneração aos acionistas, com base no resultado de 2025.
A nova formação do conselho ocorre em um momento de forte valorização da Petrobras no mercado e de maior protagonismo da empresa em meio às tensões internacionais no setor de energia.
Ao mesmo tempo, reforça o equilíbrio entre os interesses do governo e dos investidores privados dentro da estatal.






