O esmagamento de soja no Brasil deve alcançar, pela primeira vez, 61,5 milhões de toneladas em 2026, segundo projeção divulgada nesta quinta-feira (19/3) pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). O dado indica aumento de 0,8% se comparado com a estimativa divulgada em janeiro. A estimativa de produção de soja no país cresceu 0,4%, e deve atingir 177,8 milhões de toneladas.
Em nota, a Abiove disse que o avanço na atividade industrial reflete a maior oferta de produtos de maior valor agregado, com a produção de farelo de soja estimada em 47,4 milhões de toneladas (+0,9% em relação a janeiro) e a de óleo de soja em 12,3 milhões de toneladas (+0,8%).
“O ajuste positivo nas projeções de esmagamento demonstra que o setor está preparado para absorver a safra recorde, transformar essa matéria-prima em proteína e bioenergia e fortalecer a segurança alimentar e energética brasileiras”, afirmou, na nota, Daniel Furlan Amaral, diretor de economia e assuntos regulatórios da Abiove.
Sobre as exportações da cadeia de soja, a entidade estimou os embarques de soja em grão em 111,5 milhões de toneladas, e 24,6 milhões para o farelo, sem alterações quando comparado com janeiro. Em relação ao óleo de soja, a previsão de vendas externas cresceu 3,4%, para 1,5 milhão de toneladas.
Apenas em janeiro, o Brasil processou 3,6 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 8,9% em comparação a janeiro de 2025. No fechamento de 2025, o esmagamento no país chegou a 58,7 milhões de toneladas, acima das 55,8 milhões registradas no ano anterior.






