A pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, elabora uma nova medida provisória (MP) para alocar recursos aos ministérios envolvidos nas ações de ajuda humanitária, reconstrução e restabelecimento das áreas e da população afetadas pelas fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira na semana passada.
A informação foi adiantada pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, durante participação no programa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Bom Dia, Ministro, nesta quarta-feira (4/3).
Waldez relatou que, após reunião nessa terça-feira (3/3) com os prefeitos de Juiz de Fora e de Ubá, com a participação de Rui Costa, da secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, e de outros ministros, para ouvir as demandas da região, o Palácio do Planalto passou a elaborar a MP com base nas solicitações apresentadas.Play Video
“Dependendo da ação, tem um ministério específico para atuar, recursos disponibilizados, e provavelmente deve sair mais uma medida provisória do presidente Lula alocando recursos para essas respostas com as previsões de cada ministério”, afirmou o ministro. Os ministérios das Cidades, da Integração, da Saúde e do Desenvolvimento Social estão entre as pastas envolvidas no atendimento e na reconstrução da região mineira.
De acordo com Waldez, provavelmente no início da próxima semana ele e o ministro da Casa Civil, juntamente com outros ministros, devem ir até a Zona da Mata para anunciar pessoalmente mais detalhes da medida provisória.
“No início da semana, provavelmente, estamos indo aí em uma delegação de ministros para anunciar o que já foi feito, o que está sendo feito, e também os investimos que o governo federal deverá fazer para garantir essa prevenção”, disse.
“Teremos sim, para cada situação dessa, uma política pública do governo do presidente Lula sendo anunciada e também sendo colocada à disposição da sociedade da Zona da Mata em Minas Gerais”, completou o chefe da pasta da Integração.
Segundo o ministro, a prioridade em Juiz de Fora, no momento, é a construção de habitações e o alojamento de desabrigados em novas casas, por meio do recurso de compra assistida do programa Minha Casa, Minha Vida.
“Certamente ainda nesta semana já estará sendo aberto uma plataforma voltado a dar resposta, iniciar resposta em termo de habitação, principalmente com essa possibilidade de compra assistida , que são casas que já estão construídas ou apartamentos que podem ser disponibilizados para essas pessoas com o governo federal pagando até 200 mil reais nesse imóvel e entregando gratuitamente para essas pessoas que tiveram as perdas”, afirmou.
Em Ubá, o principal impacto medido até o momento foi na economia local. Para isso, o governo federal já havia anunciado, na segunda-feira (2/3), a abertura de linhas de crédito para auxiliar empresas afetadas pelas chuvas que atingiram as cidades de Juiz de Fora e Ubá.
“(O município) também passa por reconstrução de pontes, de estradas, uma série de restabelecimento de serviços, mas também o principal impacto lá foi na destruição da área comercial, de indústria, de comércio, de serviços. E aí o crédito, o apoio a esses empreendedores, é decisivo”, declarou Waldez.
Desastre
Na semana passada, fortes chuvas provocaram deslizamentos, mortes e deixaram milhares de pessoas desabrigadas e desalojadas na Zona da Mata mineira. Segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG), até domingo (1º/3), o número de mortos na região havia chegado a 72. Desse total, 65 mortes e um desaparecimento foram registrados em Juiz de Fora. Em Ubá, houve sete mortes e um desaparecido.
Lula esteve na região no sábado (28/2) e anunciou um pacote de medidas para auxiliar na reconstrução.
Desde então, o Executivo, através da Defesa Civil Nacional, elaborou quase 30 planos de trabalho. De acordo com Waldez, no somatório, entre aprovados e em análise, o investimento chega em mais de 60 milhões de reais.






