A AGCO, multinacional fabricante de máquinas agrícolas de marcas como Fendt, Massey Ferguson, Valtra e GSI, encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de US$ 95,5 milhões, em resultado que teve influência de ganhos com a conversão cambial. No mesmo intervalo de 2024, a companhia havia tido prejuízo de US$ 255,7 milhões.
A receita líquida alcançou US$ 2,92 bilhões no último trimestre do ano, um aumento de 1,1% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Excluindo os impactos favoráveis da conversão cambial de 6,4%, as vendas líquidas no trimestre teriam caído 5,4%, em comparação com o quarto trimestre de 2024, apontou a AGCO.
A receita líquida na América do Sul recuou 3,3% no trimestre, para US$ 259,9 milhões. Na América do Norte, houve queda de 7,8%, para US$ 466 milhões. Na Europa e Oriente Médio, as vendas cresceram 7,9%, para US$ 2,02 bilhões. Na região Ásia Pacífico. houve aumento de 5,1% na vendas, para US$ 176,8 milhões.
“A AGCO apresentou resultados sólidos no quarto trimestre, alcançando uma margem operacional ajustada de 10,1%, refletindo a capacidade da equipe de entregar resultados apesar das pressões contínuas sobre a renda agrícola e a dinâmica do comércio global que influenciaram a atividade geral do setor”, afirmou em comunicado Eric Hansotia, presidente do conselho de administração, presidente executivo e CEO da AGCO.
“Mesmo neste cenário, aumentamos nossa participação no mercado global, incluindo nossos maiores ganhos de participação de todos os tempos no setor agrícola de grande porte na América do Norte. Ao mesmo tempo, aplicamos um planejamento de produção disciplinado, o que nos permitiu encerrar 2025 com estoques da empresa e dos revendedores significativamente menores em comparação com os níveis do ano anterior”, acrescentou o executivo.
No ano de 2025, a AGCO registrou lucro de US$ 726,5 milhões, ante um prejuízo de US$ 424,8 milhões no ano anterior. A receita líquida no ano recuou 13,5%, para US$ 10,08 bilhões. Excluindo o efeito da variação cambial, as vendas líquidas caíram 15,8% no ano.
De acordo com a companhia, os mercados agrícolas globais permaneceram sob pressão em 2025 e os produtores operaram com margens mais apertadas devido à queda nos preços de milho, soja e trigo. Em consequência desse cenário, a demanda por novos equipamentos foi moderada.
Mercado
No Brasil, as vendas de tratores no varejo foram 2% menores em 2025 em relação a 2024, refletindo uma demanda mais fraca por tratores maiores, parcialmente compensada pela melhora na demanda por tratores menores e médios. Segundo a companhia, os altos custos de financiamento, o crédito restrito e a dinâmica política mais ampla devem continuar restringindo a demanda em 2026.
Na América do Norte, as vendas de tratores caíram 10% em 2025 e na Europa recuaram 7%.
“Em 2026, nosso pipeline de inovação permanece robusto, com uma gama completa de lançamentos de novos produtos projetados para ajudar os agricultores a serem mais produtivos e lucrativos. Esse nível de inovação aliado às nossas iniciativas contínuas de redução de custos ajudarão a equilibrar os efeitos dos baixos níveis de lucratividade agrícola e da persistente incerteza relacionada ao comércio, ao mesmo tempo que posicionam a empresa para apresentar um desempenho melhorado em 2026”, afirmou Hansotia.
A AGCO prevê para 2026 vendas líquidas entre US$ 10,4 bilhões e US$ 10,7 bilhões. Em volume, a expectativa é de uma produção relativamente estável, com controle de custos e preços contribuindo para melhorar os resultados. O lucro está previsto entre US$ 5,50 a US$ 6 por ação, ante US$ 9,75 por ação em 2025.






