O setor público consolidado do Brasil teve déficit primário (o saldo entre receitas e despesas, sem o pagamento de juros da dívida pública) de R$ 58,7 bilhões em 2025. A dívida bruta do país atingiu 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB).
O resultado é superior ao registrado em 2024, quando o déficit foi de R$ 45,4 bilhões. No entanto, ao que se refere à dívida pública, o resultado foi maior, já que, em 2024, o indicador chegou a 76,3% do PIB.
Em valores absolutos, a dívida atingiu em 2025, R$ 10 trilhões. O valores é resultado de impactos da incorporação de juros nominais, do reconhecimento de dívidas, do crescimento do PIB nominal, do efeito da valorização cambial, das emissões líquidas de dívida – venda de títulos públicos -, e também de ajustes da dívida externa.
É o que mostra o Boletim de Estatísticas Fiscais, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (30/1). Nessa quinta-feira (29/1), o Tesouro Nacional informou que as contas do governo central — Tesouro Nacional, Banco Central (BC) e Previdência Social — tiveram déficit primário de R$ 61,6 bilhões em 2025.
Déficit é quando as despesas são maiores do que as receitas, superávit é quando acontece o contrário.
Destaques do setor público
Em relação a dezembro, o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), e as empresas estatais apresentaram superávits de R$ 21,6 bilhões e R$ 4,5 bilhões, respectivamente. Já os governos regionais apresentaram déficit de R$ 19,8 bilhões.
Dívida bruta
A dívida bruta do governo geral (DBGG) atingiu 78,7% do PIB (R$ 10 trilhões) em dezembro de 2025, o que representa um aumento de 2,4 ponto percentual no comparativo com o ano anterior. A DBGG compreende o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os governos federal, estaduais e municipais.
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) atingiu 65,3% do PIB (R$ 8,3 trilhões) em 2025, com acréscimo de 4,0 ponto do PIB no período.
Segundo o BC, esse resultado refletiu os impactos dos juros nominais apropriados, da valorização cambial de 11,1% no ano, do déficit primário, e demais ajustes da dívida externa líquida.





