O delegado João Paulo Ferreira Mendes, da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios, detalhou, em entrevista coletiva, os pontos que levaram a Polícia Civil ao local onde o corpo da corretora Daiane Alves foi encontrado, após 43 dias de desaparecimento em Caldas Novas (GO).
Segundo ele, a sequência de provas técnicas desmontou a versão apresentada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso na manhã desta quarta-feira (28/1), e levou os investigadores à área de mata onde estava o corpo da vítima.
De acordo com o delegado, um dos primeiros elementos que chamaram a atenção da investigação foi um comportamento conhecido dentro do condomínio.
“Alguns pontos chamaram a nossa atenção, como o fato de o síndico desligar o registro de energia. Testemunhas relataram que essa já era uma prática adotada por ele em outros conflitos dentro do condomínio. Era um modus operandi”, contou.
João Paulo explicou que imagens de câmeras de segurança foram decisivas para confrontar a versão apresentada pelo suspeito. “Temos imagens que mostram, nesse primeiro momento crítico de cerca de oito minutos, o veículo do Cléber saindo em direção a uma região de mata, com a capota fechada. Cerca de 40 minutos depois, ele retorna com a capota aberta.”
Segundo o delegado, ao ser ouvido pela polícia, Cléber negou ter ido àquela região da cidade.
A mudança no rumo da investigação ocorreu após o cumprimento do mandado de busca e prisão na residência do acusado. “Após o cumprimento do mandado e diante das provas apresentadas, já em postura colaborativa, ele se dispôs a indicar onde estava o corpo”, revelou o investigador.
De acordo com o delegado, o investigado demonstrou conhecer bem a área: “Ele levou a vítima até essa região de mata, a cerca de 10 km da cidade, e apontou exatamente onde o corpo estava”.






