A abertura oficial da safra da maçã 2025/2026 será realizada no dia 7 de fevereiro, em Vacaria (RS), um dos maiores municípios produtores do Brasil. Nesta temporada, a expectativa dos produtores é de uma colheita maior da fruta, que também deve apresentar melhor qualidade para o consumidor.
Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), a estimativa é de uma produção entre 1,05 milhão (23%) e 1,15 milhão de toneladas de maçã, cerca de 30% superior às 850 mil toneladas colhidas na última safra. Esse volume marca um retorno da colheita à média histórica, após anos de reduções de produção devido a problemas climáticos.
“Estamos iniciando uma safra dentro da normalidade produtiva, com qualidade e volumes equilibrados. O setor da maçã é altamente tecnificado, gera milhares de empregos e segue investindo em inovação e sustentabilidade, o que fortalece o Brasil como produtor competitivo e confiável”, destaca o presidente da ABPM, Francisco Schio.
Além do volume da safra, as condições climáticas registradas ao longo do ciclo produtivo contribuíram para a qualidade da safra. A projeção do setor é de maçãs com tamanho superior à média histórica, excelente coloração, maior suculência e equilíbrio na relação entre açúcar e acidez, atributos que agregam valor comercial e ampliam a competitividade da maçã brasileira no mercado interno e externo.
A cerimônia acontecerá em um pomar da empresa Rasip Agro, unidade da RAR Agro & Indústria, que possui 1,5 mil hectares de pomares em Vacaria. A companhia projeta colher aproximadamente 55 mil toneladas de maçãs na safra de 2026, um crescimento de 30% em relação a 2025, quando a produção somou 42 mil toneladas.
Para o presidente executivo da RAR Agro & Indústria, Sergio Martins Barbosa, o avanço da produção reflete a consolidação da operação ao longo dos últimos anos. “A projeção de colher cerca de 55 mil toneladas de maçãs na safra de 2026 confirma a evolução consistente da nossa operação, resultado de investimentos em tecnologia, manejo e genética”, destaca.
Exportações
Além de uma produção maior, os produtores de maçã esperam uma maior presença da fruta brasileira no mercado internacional. A ABPM estima que as exportações devem quadruplicar neste ano, alcançando 60 mil toneladas. O volume representa um forte crescimento de 338% em relação às 13,7 mil toneladas embarcadas em 2025.
Segundo a ABPM, esse crescimento nas exportações é justificado como uma recuperação das perdas causadas por problemas climáticos em 2024 e 2025. “Tivemos, nesses dois últimos anos, safras muito baixas, ainda como reflexo do excesso de chuvas do segundo semestre de 2023 e em maio de 2024. Portanto, não houve um excedente para exportação nesses últimos anos, somente uma manutenção conforme as negociações”, explica a associação. Os principais mercados para a maçã brasileira são Índia, Portugal, Irlanda, Emirados Árabes Unidos, Rússia, Reino Unido, Holanda, Bangladesh e Arábia Saudita.
No caso da Rasip Agro, a expectativa é de que entre 15% e 20% do volume produzido deverá ser destinado ao mercado externo. Além dos destinos tradicionais para a fruta brasileira, a empresa busca uma estratégia de expansão ao Oriente Médio e novos mercados como Malásia, Indonésia e Taiwan.






