Os preços do feijão-preto e carioca estão em alta neste primeiro mês do ano, apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O impulso vem da menor oferta do grão. Mesmo com os aumentos de preços, agentes seguem cautelosos, avaliando a redução da produção da primeira safra e o ritmo da demanda do varejo para absorver os reajustes.
Na sexta-feira (16/1), segundo o indicador Cepea/CNA, o feijão-carioca de melhor qualidade estava cotado a R$ 232,20 a saca de 60 quilos no leste de Goiás, uma alta de 13,3% desde o início do mês. No sul do Paraná, o feijão-preto apresentava o preço médio de R$ 153,37 a saca, aumento de 11,6% na mesma comparação.
No campo, a semeadura da primeira safra atingiu 80,4% da área nacional até o dia 10 de janeiro, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A colheita, por sua vez, alcançou 16,5% da área total no Brasil, com atraso em relação ao mesmo período do ano passado (24,8%) e à média dos últimos cinco anos (28,7%).
A Conab elevou em 1,4% (frente ao relatório anterior) a estimativa de produção nacional de feijão para a temporada 2025/26, passando para 3,05 milhões de toneladas, mas ainda 0,5% inferior à da safra 2024/25.







