O diferencial entre a arroba do boi gordo negociada no Estado de São Paulo e os preços da carcaça casada no atacado paulista atingiu, na média de janeiro (de 2 a 14), a maior diferença para o mês desde 2002, chegando a R$ 25,9 por arroba. A informação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os dados de 2026 consideram apenas a primeira quinzena de janeiro, enquanto nos demais anos os dados referem-se ao mês completo.
Até quarta-feira (14/1), segundo o indicador Cepea/Esalq, o boi gordo esteve cotado, em média, a R$ 318,87 a arroba, enquanto a carcaça casada apresentou o preço de R$ 344,77 a arroba.
O Cepea lembra que a tendência, principalmente após 2016, é de a carne manter margem positiva sobre o animal, à exceção do período entre 2021 e 2023, quando a oferta mais restrita de gado prejudicou o abastecimento e fez com que o animal se valorizasse mais.
Nesta quinta-feira (15/1), das 33 regiões pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, 23 não tiveram alterações nos preços do boi gordo. Foram registradas quedas de valores em nove praças: norte de Minas Gerais, Campo Grande (MS), Três Lagoas (MS), oeste do Rio Grande do Sul, oeste da Bahia, norte e sudoeste de Mato Grosso, Marabá (PA) e sudeste de Rondônia. Apenas em Alagoas houve alta de cotações.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), o preço do boi gordo seguiu em R$ 318 a arroba para o pagamento a prazo. Segundo a Scot, houve alguns negócios a R$ 315 a arroba, mas sem volume suficiente para formar a referência.
No Estado de São Paulo, algumas unidades frigoríficas com escalas de abate confortáveis estavam fora das compras ou ofertaram preços abaixo da referência, afirma a Scot. Mas, de maneira geral, as indústrias paulistas estavam com escalas curtas. As ofertas diminuíram e havia resistência da ponta vendedora para entrega das boiadas nesses preços.






