O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta quarta-feira (13/1), que está “absolutamente seguro” com o processo que levou à liquidação extrajudicial do Banco Master. A atuação do banco liquidado foi classificada pelo ministro como possivelmente “a maior fraude bancária da história”.
“Estou absolutamente seguro do trabalho que o [Gabriel] Galípolo [presidente do Banco Central] e a equipe fizeram ali. Nós atuamos conjuntamente quando o assunto era da Fazenda. Tivemos conversas com o procurador-geral da República. Tivemos o melhor aconselhamento possível para chegar até aqui”, declarou Haddad.
“Podemos estar diante da maior fraude bancária do país. Temos de tomar todas cautelas devidas, com as formalidades, garantindo todo espaço para a defesa se explicar”, disse o ministro.
A liquidação do Banco Master no Banco Central é alvo de uma inspeção do Tribunal de Contas da União (TCU) — ela teve a suspensão determinada por Jhonatan de Jesus após a repercussão do caso.
O processo tinha programação de ser submetido à análise do Plenário do TCU por causa de um recurso, na forma de embargos de declaração, apresentado pelo Banco Central. No entanto, o BC retirou o recurso.
Liquidação do Master
A liquidação extrajudicial do Banco Master foi determinada pelo Banco Central em 18 de novembro do ano passado por causa da existência de um suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional, entre elas o Banco de Brasília (BRB).
O proprietário do Master, Daniel Vorcaro chegou a ficar preso por 10 dias.






